Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 13/08/2019
Na cidade grega de Esparta, as crianças que possuíam alguma deficiência eram mortas antes de chegarem ao 1 ano de vida, pois não iriam servir para o poder militar. Assim como, as que eram protegidas pelos pais e conseguiam sobreviver sofriam uma grande exclusão da sociedade. Atualmente, no Brasil as pessoas com deficiência, sobretudo os autistas, enfrentam problemas vinculados a inclusão social, que são causados pelo preconceito e da falta de acessibilidade. Urgentemente, essa situação precisa acabar.
Primeiramente, é importante ressaltar que o Brasil tem leis que condenam qualquer descriminação com deficientes. Entretanto, ainda existem pessoas preconceituosas que excluem os autistas de diversos campos da sociedade, como por exemplo o mercado de trabalho. Certamente, a prova disso é uma pesquisa do G1 que afirma que menos de 50% dos autistas estão empregados no Brasil. Indubitavelmente, isso é alarmante, pois é evidente uma falta de informação, uma vez que, os empregadores enxergam as pessoas especiais como incapazes. Assim, é necessário que existam mudanças urgentes, para que possamos viver em uma sociedade mais justa.
Outrossim, a falta de acessibilidade é outro problema a ser enfrentado, pois afirma diretamente uma sociedade que segrega. Factualmente, no brasil, existem alguns sistemas de suporte para os autistas, entretanto, esses sistemas são ineficazes pois não recebem um grande investimento do governo. Contudo, isso pode ser comprovado ao observarmos a situação dos autistas nas escolas, uma vez que é obrigação da instituição prover um profissional especial para auxiliar essas pessoas na sala de aula, entretanto, a maioria delas não cumprem com seu dever. De fato, isso é inadmissível pois é o resultado de uma sociedade que não leva suas responsabilidades a sério. Portanto, é necessário que isso mude.
Por fim, tendo em vista que o preconceito é uma consequência da falta de informação. O ministério da educação deve disponibilizar palestras que conscientizem desde a infância à criança a não ter preconceito com portadores de autismo. Como também, essas palestras devem ser feitas com dinâmicas, para garantir um melhor aproveitamento. Além disso, o profissional da área deve ser pago com a verba tributária. Outrora, para resolver a questão da acessibilidade, o governo federal deve contratar fiscais que sejam treinados para denunciar cada escola que não cumprir com seu papel de providenciar um profissional para auxiliar cada estudante autista. Ademais, esses fiscais devem ser pagos pela verba provinda do ministério da Educação.