Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 07/08/2019
É possível, por intermédio da linguagem simples e coloquial do poema “Tinha uma pedra no meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade, fazer uma analogia a respeito dos desafios da inclusão de pessoas autistas na sociedade brasileira. Sob tal paridade, entre o escrito poético e a realidade vigente, constata-se, que a problemática atua e repercute no cotidiano dos brasileiros como um verdadeiro obstáculo social a ser superado. Contudo, percalços como inoperância estatal e a carência de educadores treinados para lidar com a criança autista dificultam o sobrepujar dessa adversidade.
De início, é importante pontuar que o Estado têm papel fundamental na superação desse revés. Segundo Aristóteles, o Governo deve, acima de tudo, garantir o bem-estar da sociedade. Porém, por vezes, nota-se o descaso das autoridades públicas em relação à criação e ao gerenciamento de centros de saúde com profissionais qualificados à prescreverem diagnósticos a indivíduos com autismo. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico precisa ser efetivado de forma precoce, pois é na fase inicial da doença que o tratamento atinge os melhores resultados. Nesse sentido, o desleixo governamental fere os princípios aristotélicos, haja vista que a identificação tardia e a pouca disponibilidade de profissionais especializados podem causar danos sociais permanentes aos familiares, sobretudo, aos portadores do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
Ademais, a falta de preparo das instituições escolares regulares contribui para a acentuação da problemática. Consoante aos ensinamentos de Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. No entanto, o que se percebe é que muitas famílias ainda encontram barreiras para integrar os filhos, portadores de autismo, às instituições de ensino, pois são raros os casos em que os profissionais da educação sabem lidar com o comportamento de uma criança autista. Diante disso, medidas devem ser tomadas para reverter esse cenário.
Conclui-se, diante do exposto, que a questão dos desafios da inclusão de pessoas autistas na sociedade brasileira ainda é um problema a ser resolvido. Sendo assim, com a finalidade de minimizar esse mau, urge que o Ministério da Saúde, por meio da captação e excelente otimização dos recursos enviados pelo Estado, promova a criação de postos de saúde com profissionais especializados em tratar e diagnosticar precocemente a doença para que o tratamento possa ser realizado o mais rápido possível e atinja, consequentemente, a máxima eficácia. Ainda assim, parte da verba deverá ser direcionada ao Ministério da Educação, que deverá promover à criação de escolas capacitadas à receberem e promoverem o ensino a alunos portadores de autismo.