Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/08/2019

Para que uma sociedade funcione de forma harmônica e igualitária, é necessário que todas as camadas que compõem certa população estejam incluídas socialmente. Entretanto, é notório as dificuldades e os preconceitos enfrentados diariamente pelas pessoas que apresentam o autismo. Nesse contexto, devem-se analisar como a falta de acessibilidade para pessoas autistas e a ineficiência de políticas públicas causam tal problema e como combatê-lo.

A princípio, a falta de acessibilidade é uma das principais causas da exclusão desse público. Isso porque, nas escolas, por exemplo, não bastam apenas garantirem a presença deles nas escolas, pois é essencial também, investir na formação de professores especializados na área e adaptar o espaço que considerem as características dos estudantes. Em contrapartida, entre 2017 e 2018, o número de alunos com autismo cresceu 37%, segundo o Censo Escolar. No entanto, com a crescente demanda dos alunos com esse transtorno nas escolas,  o Governo e as instituições educativas ainda carecem de modelos adaptativos para essa parte da população.

Além disso, nota-se, ainda, que a ineficiência de políticas públicas também causa o desafio do problema vigente. Uma vez que, apesar da Constituição Federal garantir proteção para a pessoa autista, o Poder Público ainda não criou uma lei que criminalize o preconceito a esses cidadãos. Ademais, de acordo com o site do médico Drauzio Varella, o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista demora a ser feito no Brasil. Logo, os profissionais de saúde do espaço público e privado, deveriam receber um treinamento específico e avançado em relação ao transtorno, visto que tal demora influencia na evolução da criança. Diante disso, se torna urgente os mecanismos de estímulos na implementação de políticas públicas eficientes para essas pessoas.

Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar a exclusão de pessoas com autismo. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação deve, com o objetivo de incluir alunos com autismo nas escolas, inserir na grade curricular de formação dos professores, ensinos especializados na área e melhorar as estruturas das escolas, por meio de programas socias, por exemplo, para que esse público se sinta incluído. Outrossim, o Poder Legislativo e o Ministério da Saúde deve, criar assistências socias e públicas, com o intuito de desconstruir preconceitos, melhoria na saúde pública e privada, por meio de projetos e leis eficientes, por exemplo, com o propósito de romper os impasses sofridos diariamente por eles. Desse modo, o sociedade será harmônica e igualitária e a problemática deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.