Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/08/2019
Todo “Patinho feio” vira Cisne
No Brasil hodierno, a inclusão de indivíduos com especialidades se encontra como uma problemática agravante para o desenvolvimento e a harmonia social. Isso se deve, sobretudo, à carência educacional em não proporcionar uma educação fundamental para pessoas autistas e à perspectiva social em analisar o diferente com rejeição e com aspectos duvidosos. Nesse viés, são necessárias mais medidas efetivas dos centros de ensino e do Governo Federal para o enfrentamento dessa problemática.
É importante lembrar, de início, que a educação possui um papel primordial na questão de inclusão, principalmente, com os indivíduos à margem da sociedade. Com isso, nota-se uma fragilidade no sistema educacional brasileiro, uma vez que não possui estrutura física e profissional para incluir o autismo de forma qualificada, agravando a situação da reclusão e a inibição dos responsáveis pelo fato da desconfiança com o comprometimento dos centros educacionais. Assim, compreende-se que a educação é um pilar social responsável pelos desafios a esse impasse e, também, pela questão intervencionista, tendo a capacidade alterar várias realidades existentes no País, segundo o filósofo Paulo Freire.
Outrossim, é evidente que a população possui a comodidade de rejeição com o diferente, como é colocado em questão na obra “O patinho feio”, na qual aborda veemente um desafio de inclusão. Fora da ficção, encontra-se diversos “patinhos feios” que não possuem apoio para sua ascensão social, demonstrando a incapacidade humana de observar que tais pessoas com ajuda ideal podem se transformar, assim como na obra. Sendo assim, faz-se necessária a construção do sentimento de empatia na sociedade, na premissa de que os indivíduos autistas possam evoluírem no âmbito social sem dificuldades e rejeições enfrentadas no cotidiano.
Percebe-se, portanto, que é imprescindível a associação dos centros de ensino e do poder público para atenuar as sequelas e otimizar as perspectivas oriundas dessa problemática. Para isso, cabe aos centros educativos, em parceria com o Governo Federal, melhorar as estruturas físicas e profissionais das escolas, por meio da construção de salas adaptadas para pessoas com especialidades e da contratação de profissionais que saibam administrar diversas aulas de diferentes aprendizagens, com o fito de desmistificar a óptica negativa da inclusão de autistas pela educação e romper a comodidade existente contra o diferente, para que seja possível a idealização da óptica de que todo “patinho feio” vira cisne.