Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 29/07/2019
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o autismo é uma disfunção cerebral que atinge a capacidade social do indivíduo e estima-se que, em todo mundo, uma em cada 160 crianças tem autismo. Além disso, tão alarmante quanto esse dado, é a falta de informação sobre essa doença por parte da sociedade e a carência de acessibilidade para a inclusão dessas pessoas no nosso meio.
Segundo o educador Paulo Freire, somente a educação é capaz de mudar a sociedade, isso em conformidade com a Lei das Diretrizes e Bases (LDB) que exige que todo cidadão tenha direito a educação de qualidade. Desse modo, cabe expor à sociedade a incompetência do poder público nas instituições educacionais, já que é notória as fragilidades do sistema de educação brasileira, tais como a falta de inclusão de pessoas com autismo no Brasil e, muitas vezes o preconceito com esses.
Ademais, não são apenas as crianças portadoras da síndrome que possuem dificuldades em suas trajetórias, muitos jovens e adultos encontram diversas barreiras em seu convívio social, não só no meio escolar, mas também e principalmente no mercado de trabalho, onde as empresas na maioria das vezes não oferecem atendimento adequado para esses profissionais por falta de preparo, fazendo com que o autista esteja cada vez mais excluído da sociedade.
Infere-se, portanto, que afim de reverter tais situações, o Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério da Saúde, ofereça palestras ministradas por profissionais do assunto quem incluam não só a comunidade escolar, mas a comunidade de forma geral, promovendo também programas de capacitação para educadores e profissionais de outras áreas, com o objetivo de melhor inserir o autista na sociedade. Além disso, os supracitados ministérios devem fiscalizar o cumprimento da lei 12764 que institui a Política Nacional de Proteção dos direitos da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA).