Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/09/2019
Consoante ao ativista político Martin Luther King, nós aprendemos a voar nos ares como pássaros, mesmo assim, nós ainda não aprendemos a andar na terra como irmãos e irmãs, logo, os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil é um impasse que necessita da atenção de todos. Nesse contexto, é notório que a sociedade tem um papel indispensável para a resolução desse problema, que tem como colaboradores a negligência governamental e o preconceito advindo da falta de informação. Portanto, haja vista que é de suma importância uma reeducação social civil por meio dos agentes adequados para a integração dos autistas de forma justa e eficaz.
De acordo com o portal de notícias G1, o número de alunos com autismo em escolas comuns cresce 37% em um ano, mas a aprendizagem ainda é um desafio. É inegável que a crescente busca de autistas por instituições de ensino tem uma grande representação, entretanto, não é suficiente apenas garantir a presença dessas pessoas na escola, a saber, que portadores do transtorno do espectro autista (TEA) carecem de atendimentos específicos para que de fato aprendam como os outros e para isso ainda faltam muitos recursos, como por exemplo, professores especializados e conteúdos adaptados. Isto é, oferecer oportunidades igualmente justas de acesso ao conhecimento.
Outrossim, a falta de conhecimento social sobre esse transtorno ainda é uma grande dificuldade à inclusão. É sabido que a falta de informação correta e análises equivocadas sobre esse distúrbio pode provocar preconceito e isolamento. De fato a ignorância no âmbito educacional e familiar resulta em falta de compreensão e tratamento adequado, de forma que o indivíduo não consegue se desenvolver como se desenvolveria caso estivesse recebendo o devido cuidado. Visto que, a convivência branda com outras pessoas é fundamental para uma integração eficiente como parte de uma sociedade.
Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca da importância de investigar e estudar os sintomas que as crianças apresentam em palestras elucidativas por meio de exemplos, dados estatísticos e declarações de pessoas envolvidas no tema, para que a sociedade civil, em especial os pais não sejam complacentes com o preconceito e saibam como devem tratar seus filhos, para que os impactos sejam minimizados. Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério ou Secretária da Educação, para pressionar os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los a especializar educadores nessa área, por meio do aumento da disponibilização de verbas, da distribuição de materiais específicos e da criação de políticas públicas mais severas para que haja uma integração realmente justa. Dessa forma, andaremos como irmãos, como diz Martin Luther King.