Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 26/07/2019

No contexto sociocultural brasileiro, diversos entraves ainda prejudicam a inclusão de pessoas autistas, que possuem como característica dificuldades na comunicação e socialização. No âmbito nacional, a falta de estrutura e investimentos no sistema de educação, atrelado ao preconceito presente na sociedade, impedem a evolução dessa questão. Além disso, o baixo financiamento de pesquisas na área abordada, contribuem com essa mazela. Sendo assim, intervenções são necessárias.

Em primeira instância, é necessário ressaltar que a inclusão se inicia desde os primórdios escolares e, no Brasil, o sistema educacional ainda é deficitário nesse assunto. É notório que a grande maioria das escolas públicas do país não possuem estrutura para crianças e adolescentes autistas, já que a falta de profissionais especializados para apoiarem esses alunos, e a inexistência de projetos que conscientizem acerca dessa síndrome, são comuns nas instituições. Outro fator relevante, é que o desconhecimento sobre o assunto tanto nas escolas, quanto na sociedade em geral, resulta em preconceito, e assim, agrava ainda mais a questão da inclusão da pessoa que possui esse transtorno. Desse modo, fica claro que o setor educacional possui papel importante no combate à essa mazela.

Em segunda instância, é importante salientar que o pouco investimento em pesquisas na área também geram esse entrave, pois os estudos científicos são extremamente necessários. Nota-se que, no Brasil, métodos eficientes de tratamento e diagnóstico são deficitários, caracterizando essa questão como um problema de saúde pública que necessita ser resolvido para que pessoas autistas encontrem apoio nesse âmbito. Ademais, é perceptível que todos esses desafios violam diretamente a lei 12.764, a qual defende os direitos de inclusão, tratamento e igualdade para esses indivíduos, aumentando assim as dificuldades dessas pessoas de viverem com qualidade de vida no meio social.

Portanto, é possível inferir que falhas no sistema educacional e de saúde pública, assim como o preconceito existente na sociedade, constituem os principais desafios para a inclusão de pessoas autistas. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da educação, em parceria com as escolas, promova um projeto para disponibilizar verbas, com o objetivo de criar setores de atendimento nas escolas públicas do país, bem estruturados e dotados de profissionais especializados, para que eles trabalhem eficientemente com os alunos autistas e com as famílias, facilitando o acesso à educação e reduzindo o preconceito. É importante também que o Ministério da saúde, em parceria com empresas privadas e universidades, financie projetos que tenham como objetivos aumentar o conhecimento e melhorar o tratamento, assim como divulgar para a sociedade conhecimentos acerca do assunto. Dessa maneira, esse entrave atingirá menores proporções.