Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/07/2019

Constitucionalmente o autismo é uma deficiência e tem seus direitos garantidos pela Lei de número 12.764. No entanto, mesmo garantidos por lei, os autistas ainda enfrentam desafios de inclusão no Brasil, dentre os quais, são evidentes a dificuldade de interação social e a falta de preparo dos profissionais da educação para trabalhar com deficientes. Dessa forma, são necessárias ações dos pais e dos coordenadores escolares para a mitigação desses problemas.

Em primeira análise, a dificuldade de interação social do portador do autismo é evidente e é um sério fator que atrapalha a inclusão do portador. Nesse sentido, a professora da Universidade de Pernambuco (UPE), Rossana Ramos, diz ser indispensável a saída do autista da zona de conforto, sendo necessária sua interação com diferentes tipos de pessoas para que ele consiga relacionar-se com o meio. Sob esse viés, o isolamento do indivíduo, bastante recorrente, é um agravante para a deficiência. Nesse contexto, assim como afirmava Newton em suas leis da física, para sair da inércia do isolamento é necessário que uma força aja sobre o impasse, e essa força sãos os pais na busca pela socialização do filho.

Em segunda análise, a falta de instrução dos profissionais da educação para lidar com o diferente também é um imbróglio para a inclusão do autista. Sob essa óptica, devido a falta de preparo e até por preconceito, muitos diretores de escola recusam matricular os portadores dessa patologia, o que torna o acesso dessas pessoas ao ensino ainda mais difícil, sendo fator chave para a exclusão social. Sob esse viés, a Constituição, hoje, criminaliza essa prática, o que é um passo para superar a dificuldade. Porém, ainda são necessárias ações do Ministério da Educação contra essa problemática.

Portanto, os desafios para a inclusão do portador do autismo são notórios e precisam ser sanados. Para isso, os pais devem buscar integrar ao meio social os seus filhos autistas, por meio do contato com outras crianças – em lugares públicos, como praças e escola – com o fito de socializar o filho e diminuir a introspecção inerente ao patologia. Outrossim, o Ministério da Educação deve ofertar cursos, para os profissionais do ensino, voltados a como trabalhar com o diferente, com a finalidade de aumentar as condições da escola para receber pessoas com deficiências. Destarte, a Lei 12.764 será obedecida.