Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 19/07/2019
O autismo trata-se de um transtorno que afeta o sistema nervoso prejudicando assim, a capacidade de se comunicar e interagir socialmente. Sabe-se que é uma doença que não tem cura, pode durar anos ou a vida inteira do indivíduo, e com o preconceito, a discriminação e a falta de informação existente em nosso país, dificulta cada vez mais a inclusão de pessoas com tal deficiência na sociedade, além da falta de qualificação de profissionais da área da educação.
A inclusão de pessoas com autismo na sociedade brasileira tem sido um grande desafio, pois a inclusão das mesmas começa na escola. Porém, não tem espaço suficiente para recebê-las, não tem todos os equipamentos necessários e profissionais capacitados. Dessa maneira, crianças e adultos com essa deficiência, não estão tendo a boa qualidade de vida que deveriam, além de não estarem exercendo seu papel de cidadão, pelo fato de sofrerem com a exclusão.
Outrossim, a falta de equipamentos na área da saúde para diagnosticar a doença também é um assunto a ser discutido, porque muitas crianças tem um diagnóstico tardio e isso dificulta ainda mais o desenvolvimento de uma criança que foi diagnosticada com 9 anos, por exemplo. Através de pesquisas comprovadas essa doença ainda não tem cura, mas tem tratamento por meio de medicamentos e existe também a terapia comportamental, que pode reduzir os sintomas, além de oferecer um pilar de apoio ao desenvolvimento e à aprendizagem, tornando-os com isso, mais sociáveis.
Os desafios para incluir pessoas com autismo no Brasil são notórios, portanto, é preciso que o Governo, por meio do Ministério da Educação proporcione mecanismos para a capacitação dos profissionais da educação, com treinamentos, palestras e orientações sobre como agir com pessoas que sofrem com esse transtorno e oferecer um espaço ideal e adaptado para receber os mesmos. E ao Ministério da Saúde cabe fornecer equipamentos necessários, para que essas pessoas tenham um diagnóstico precoce e receba o tratamento adequado mais cedo possível. Além disso, o Ministério da Educação deve promover palestras para informar a população sobre a doença, a fim de minimizar o preconceito e a discriminação, para que assim, os autistas possam se incluir no âmbito social.