Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/08/2019

O autismo é uma doença que compromete significantemente as relações dos portadores com o mundo externo, além de torná-lo um ser complexo em suas interações sociais dificultando a sua socialização. Contudo, a Síndrome de Asperger, um grau mais baixo da doença, permite uma relativa facilidade de interação, já graus mais altos tornam os enfermos quase que inacessíveis. Portanto, a inclusão desse grupo esbarra nas diferentes abordagens com os mais diferentes níveis do autismo, além de um grande preconceito das crianças e adultos que distanciam ainda mais o portador da doença com o meio externo.

As abordagens para tentar incluir o autista em uma sociedade extremamente fluída e informacional exige uma certa habilidade em lidar com esses indivíduos. Por esse ângulo, o autismo apresentará degraus de gravidade, fato que influência no grau de hiperexcitabilidade do seu cérebro que não suporta tantos estímulos e sempre tenta se organizar por meio de comportamentos repetitivos. Desse modo, não se pode impor o mundo a  ele, pois isso pode gerar um desorganização de seu cérebro e atordoá-lo, sendo mais viável um adaptação da sociedade ao seu modo de vê-la e organizá-la em sua mente.

Ademais, os preconceitos e a romantização exacerbada do autismo torna a inserção do portador mais dificultosa, uma vez que não há um real esclarecimento sobre a doença. Nesse sentido, filmes e séries que retratam o autismo não são tão fiéis a realidade e focam na genialidade do autista em certas atividades, fato que compromete a compreensão geral do desenvolvimento completo do autista e suas maiores dificuldade que são a interação, o comportamento repetitivo e até uma dificuldade de aprendizado e fala. Por isso, a romantização e preconceitos surgem da desinformação e influi no modo como todos irão abordar o autista ou até afastá-lo, quando não mais percebê-lo idealizado mas um ser complexo.

Dado o exposto, é necessário uma atuação do Ministério da Saúde, por intermédio das instituições básicas de ensino, promover desde o começo da infância a inserção de crianças autistas nas escolas em turmas reduzidas com um acompanhamento profissional. Com isso, irá haver progresso na interação de ambos os lados, as crianças irão saber lidar com os colegas portadores do autismo de forma mais concreta e o o portador irá aos poucos se desenvolver e inserir na sociedade com ajuda de de professores, terapeutas ocupacionais e psicólogos. Só assim, irá se desmistificar toda desinformação a cerca da doença para os mais jovens e irá viabilizar uma maior facilidade de inserção desse grupo ao longos das gerações futuras.