Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 13/07/2019

Autismo no Brasil : Igualdade na teoria e desigualdade na prática

Quando se discute sobre os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, observa-se que ocorreu um aumento do número de casos diagnosticados nos últimos anos. Embora seja evidente que os portadores desse transtorno precisam de condições para se inserir na sociedade, há os que acreditam que a saída seria manter essas pessoas apenas no convívio familiar.Todavia, é necessário pontuar que elas precisam ser tratadas e inseridas na sociedade , mas existem inúmeros obstáculos quanto a isso no Brasil.

Nesse ponto, compreende-se logo de início que um dos principais desafios para a inclusão de autistas é a falta de informação, que leva ao preconceito e a discriminação. O mais absurdo, no entanto, é saber que mesmo com mais de 2 milhões de casos confirmados no Brasil, existem poucos centros de referência e escolas especializadas. Diante desse quadro, a frase da associação ávila , que diz que " o autismo não se cura, se compreende " , se faz presente , pois precisamos aceitar o desafio de tratar o autismo, mesmo com todos as adversidades, e o fato dele não ser curável.

Ainda que seja uma questão polêmica, a introdução dos autistas no ambiente escolar é essencial para o desenvolvimento das crianças que sofrem com esse transtorno. É preciso ressaltar, no entanto , que se faz necessário uma educação de qualidade; porém, o que se tem é um corpo docente totalmente despreparado, e que não comporta a demanda dos alunos, tudo isso pela falta de investimento do poder público. A realidade mostra, todavia, que avanços estão surgindo, como a aprovação , em 2012, da lei que garante os direitos das pessoas com autismo, mas a grande maioria destes ainda não foi diagnosticado , ou pelo fato do autismo ter um diagnóstico difícil , ou por opção da família, que pela desinformação, não procura a ajuda necessária.

Diante dessa perspectiva, é fundamental que em um primeiro momento, ocorra uma mudança em relação ao poder público, que deixe a passividade com que trata o autismo e implemente políticas de saúde mais eficientes para o tratamento e diagnóstico do autismo, além de apoiar pesquisas na área. Outro ponto é a criação de um mês de conscientização do autismo e não apenas um dia, como acontece mundialmente no dia 2 de abril, feito com uma parceria publico-privada, com palestras, campanhas publicitárias e consultas com profissionais especializados. Em tese, é imprescindível que tanto o governo quanto a população trabalhe em conjunto , para superar o desafio que é a inclusão de pessoas com autismo no Brasil.