Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/07/2019
Sabe-se que, após estudos feitos há décadas, o autismo foi classificado no quadro de distúrbios no qual os afetados desenvolvem características, como se tornarem seres isolados, que evitam contato visual e pouco interagem com as pessoas ao seu redor. Atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), tal distúrbio afeta cerca de 70 milhões de pessoas por todo o mundo e ainda é um enigma para a ciência, que tem dificuldade em realizar o diagnóstico. Além disso, os profissionais brasileiros pouco são treinados para lidar com pessoas atingidas pelo autismo, mesmo que tal transtorno já abranja grande parte da população, inclusive, nomes famosos, como Albert Einstein, Lionel Messi, Bill Gates, Michael Phelps, e outros talentos, afinal, há autistas gravemente incapacitados, mas também há aqueles com alto desempenho em alguma habilidade.
Normalmente, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) costuma ser identificado na infância e os sinais podem começar a aparecer já nos primeiros meses de vida. Por certo, o distúrbio afeta a comunicação e a capacidade de aprendizado da criança e pode facilmente ser reconhecido pelos próprios pais desde que sejam bem instruídos, entretanto, há pouca informação referente ao autismo espalhadas pelos canais de comunicação, dificultando de as pessoas num geral saberem que bebês evitando contato visual com a mãe, choro ininterrupto, pouca vontade para falar e movimentos pendulares e repetitivos de tronco, mãos e cabeça são alguns dos sinais do autismo.
Embora a medicina tenha avançado, ainda não existem exames laboratoriais ou de imagem que ajudem a identificar o autismo. Sendo assim, o relato dos pais ajuda demasiadamente no reconhecimento do distúrbio. Ademais, relatos de professores, por exemplo, também são de grande utilidade. Logo, é necessária a disponibilização de treinamentos para reconhecer e saber lidar com pessoas nessas condições, afinal, quanto mais tardio o diagnóstico, menor é a eficiência do tratamento.
Desta forma, com o intuito de melhoria na desenvoltura de pacientes com TEA, o Ministério da Educação deve incluir nas grades estudantis cursos que auxiliem jovens no reconhecimento dos sinais de pessoas com autismo e, também, disponibilizar em ambientes públicos palestras que expliquem sobre o distúrbio, com a colaboração das mídias, transmitindo tais palestras em todos os meios comunicativos possíveis para atingir um maior número de pessoas. Outrossim, as empresas devem exigir que professores e médicos sejam avaliados no quesito de identificação de pessoas com autismo, fazendo-se, assim, diversos testes antes da contratação e, no fim, saber se o profissional é capacitado em tal área. De fato, com um pouco mais de atenção de cada um, o Transtorno do Espectro Autismo ganhará mais visibilidade e, consequentemente, mais auxílio.