Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/07/2019

“ As mães que afastam seus filhos do meu filho estão criando os acusadores do futuro” Trecho da Carta My boy blue, escrita e publica no Facebook pela mãe de uma criança portadora do Transtorno do Espectro Autista(TEA). O preconceito é uma realidade presente no cotidiano das pessoas portadoras de deficiência seja física ou neurológica, associado a discriminação e a falta de informação agravando cada vez mais os desafios a essa classe em situação de vulnerabilidade. Vale resaltar que o autismo foi descrito pela primeira vez pelo Médico Leo Kanner em 1943 ao qual denominou de “ distúrbios autísticos de contato afetivo”, e somente em 1993 a Síndrome foi reconhecida pela OMS. Sendo notório que o tardio destaque dado aos portadores de TEA refletem nos dias atuais de forma negativa como no pouco conhecimento sobre o assunto, associado as dificuldades no diagnóstico tendo em vista que as características variam na maneira como se manifestam e no grau de severidade, na negação no âmbito familiar. Esse ultimo sendo análogo ao discurso proferido por Jim Clair (autista) na Conferência Internacional de Autismo em Toronto. “ Não se perde uma criança para o autismo. Perde-se uma criança por que a que se esperou nunca chegou a existir". Partindo dessa premissa infere-se que a inclusão é necessária mais o primeiro passo a ser dado é aceitação familiar e da sociedade.Diante das conjunturas apresentadas e da complexidade no qual o Autismo esta inserido é indubitável a necessidade de intervenção e atenção de políticas socais, no diagnostico e tratamento precoce, na aceitação e ajuda familiar .Logo um longo caminho vem sendo trilhado para a aceitação e inclusão das pessoas acometidas pelo transtorno, na efetivação de direitos como a inclusão em escolas regulares que já é uma realidade, porém o despreparo dos profissionais ainda é uma entrave a ser superada. Sendo assim é indispensável Parcerias entre o Ministério da Saúde e Educação na capacitação dos profissionais, na elaboração de projetos para o atendimento multidisciplinar, atendimento psicológicos aos familiares e na realização de palestra para conscientização. A inclusão só se tornara uma realidade quando existir respeito, tolerância e apoio.