Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 08/07/2019
Jhon Stuart Mill, filósofo utilitarista, argumentava que a ação moralmente certa é aquela na qual maximiza a felicidade para um maior número. Paralelamente, percebe-se que, a inclusão de pessoas com espectro autista, no Brasil, é importante na socialização e convivência na vida desses, mas a sociedade, muitas vezes, preza em banalizá-los. Assim, cabe-se avaliar a exclusão dos autistas no ambiente de trabalho e, também, o preconceito formado na escola, a fim de serem solucionados.
Mormente, em função de algumas dificuldades motoras e comunicativas, as pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), de natureza leve, são desprezadas nas entrevistas de trabalho. Consoante ao filósofo Voltaire, o preconceito é a razão dos imbecis. Nesse sentido, infere-se que, a exclusão e o prejulgamento das pessoas com TEA, no país, é conceituada pelo pouco conhecimento adquirido da sociedade sobre o assunto e a escassez de cursos profissionalizantes para sua socialização.
Além disso, atrelado à inferiorização dos autistas, a presença da discriminação nas escolas é um fator degradante na sua inclusão social. O filme “Extraordinário”, relata a vida Auggie Pullman, um garoto que nasceu com uma deficiência facial e que sofre com o preconceito da sociedade e, principalmente, na escola. Fora da ficção, nota-se uma semelhança com a realidade vivida pelos autistas nas escolas do país, nos quais sofrem com a segregação e o preconceito, diferentemente, dos conceitos de John Stuart.
Portanto, faz-se necessária a atuação do Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, crie cursos profissionalizantes para autistas, ministrados por especialistas em educação para pessoas com TEA, por exemplo, na área de telemarketing e em trabalhos que consigam exercer, com o objetivo de instrui-los e integrá-los na sociedade. Ademais, o Ministério da Educação, deve promover nas escolas, palestras e vídeos didáticos, produzidos por autistas, que retrata a importância de não preconceituá-los por sua deficiência, com o intuito de socializá-los e destruir os impasses do preconceito e, dessa forma, construir a felicidade.