Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/07/2019
02 de abril em 2008, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) o dia mundial do autismo, tendo como objetivo mostrar a importância de conhecer e tratar o TEA (Transtorno do Espectro Autista). Dessa forma, essa data faz com que as pessoas passem a entender o portador do autismo, tratando-o com igualdade e inclusão na sociedade. Assim, é preciso analisar como o preconceito e a não inclusão pedagógica influenciam nessa problemática.
Inicialmente, o primeiro fator que aparece como impulsionador é o preconceito. Entende-se, com isso, que a população trata o autista com indiferença, pois muitas vezes o indivíduo com a síndrome tem comportamentos como, por exemplo, agressividade, reações emocionais intensas, movimentação repetitiva, dificuldade em conversar e de socializar, desse modo, a população age com medo e receio, excluindo o indivíduo com a doença pela indiferença. Ademais, segundo o Site O popular, quando se trata de uma pessoa com autismo, a sociedade automaticamente tende a lançar um olhar questionador e dotado de julgamentos. Sendo assim, é necessário que subterfúgios sejam encontrados para que esse empecilho não perdure.
Outrossim, é válido ressaltar como a não inclusão pedagógica auxilia na disseminação desse empasse. Nesse viés, vê-se que, o indivíduo autista muitas das vezes não tem acesso à educação, pois algumas escolas tem um certo receio de que o aluno sofra bullying ou que os professores não consigam ensinar de forma qualitativa por ter que dar uma atenção total para o aluno com o transtorno do espectro autista. Isto é, os dados extraídos do Censo Escolar afirma que o número de alunos com autismo em escolas comuns cresce 37% em um ano, porém, a aprendizagem ainda é um desafio, visto que a inclusão também envolve adaptar conteúdos, formar professores, desenvolver atividades e deduzir as características de cada estudante. Destarte, medidas são necessárias para atenuar essa adversidade.
Portanto, é imperativo que o Ministério da Saúde que tem como função oferecer condições de proteção e recuperação da população por intermédio de médicos, promova, em todas as escolas e universidades brasileiras, debates sobre a importância de socialização e atenção ao público autista, com a participação de doutores especializados em cuidados da síndrome TEA, por meio de simpósios e palestras, uma vez que esses projetos ajudam no entendimento do tema proposto, a fim de amenizar a dificuldade de inclusão dos autistas no Brasil.