Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/08/2019
AUTISMO E CIDADANIA DESAFIOS EM DOSE DUPLA
Hoje em dia é comum nos avisos de filas preferenciais a presença de um desenho de uma fita quebra-cabeças colorida. Trata-se da representação do mistério e complexidade do autismo cujas pessoas portadoras dessa patologia, bem como suas respectivas famílias, vêm lutando cada vez mais por direitos e visibilidade na sociedade. Por isso, é importante que desafios como esses sejam pontuados.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. Seus portadores possuem dificuldades para estabelecerem relacionamentos e comunicação. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há vários graus e eles podem variar amplamente, o que já remete ao primeiro desafio enfrentado pelos portadores: o tratamento. Em muitos casos, a patologia não é facilmente identificada pelos familiares e muitos então demoram na iniciação de um tratamento. Somado a esse fato, a OMS reforça que não há testes biológicos para seu descobrimento e o diagnóstico é feito em critérios específicos e subjetivos.
Além do desafio do diagnóstico, há o desafio da inserção dos autistas na sociedade. Muitas escolas não estão preparadas para recebê-los no ensino regular conforme dita a lei 12.764/12 nem auxilia-los no desenvolvimento, o que resulta em evasões e não frequências escolares. Além disso, muitas pessoas faltam com ética e respeito para lidar com eles em locais públicos que incluem comércio, filas de banco, em geral.
Em geral, leis e programas criados no Brasil para a visibilidade das pessoas autistas são recentes. A população ainda está em estágio de adaptação a esses novos recursos e é necessário então um tempo para essa adaptação bem como maiores campanhas governamentais de conscientização. Quanto aos fatos relacionados a diagnóstico, muitos avanços na medicina ainda são necessários ser realizado por pesquisadores especializados para uma melhor conclusão patológica dos casos.