Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/07/2019
No decorrer de sua história, o Brasil sempre passou pelo processo de exclusão de grupos vulneráveis da vida social e política do nosso país. Atualmente, um dos grupos que mais vem sofrendo os resultados desta exclusão são os portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mediante a falhas no sistema democrático brasileiro e ao preconceito vigente em nossa sociedade, os autistas estão sendo privados de seus direitos. Assim, torna-se fundamental buscarmos soluções para resolver este agravante que ainda se faz presente.
O sistema democrático do país, que por ser uma democracia representativa que muitas vezes acaba não refletindo os interesses de toda a população, resulta não garantindo os direitos de todos os cidadãos. Segundo a Lei 12.764 da Constituição Brasileira, é assegurado a eliminação de toda e qualquer forma de descriminação aos autistas. Contudo, nota-se as poucas ações governamentais com o intuito de garantir este direito. Conforme Charles Evans Hughes, quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.
Convém ressaltar, neste sentido, que a questão da inserção social dos portadores de autismo ainda é pouco discutida pela população. Devido ao preconceito presente em nossa sociedade, os autistas são excluídos da convivência social. Outro obstáculo é a dificuldade que os autistas têm em se comunicar com os indivíduos, por viverem em um mundo “interno”, torna-se cada vez mais difícil a inserção dos portadores com as pessoas ao seu redor, privando-os do diálogo e da inclusão social. Deste modo, é necessário que a questão do autista torne-se algo mais presente na vida das pessoas, para que assim, seja possível encontrarmos soluções para diminuir o preconceito sobre este tema.
Tendo em vista os aspectos mencionados, para vencer os desafios da inserção social de pessoas com autismo no Brasil, urge do Estado a criação de cotas para empregos em empresas privadas e estatais. Desta forma, teremos um mercado de trabalho amplo e livre de qualquer preconceito, além da inclusão do autista em sociedade, junto com sua autonomia financeira. Não somente, é de suma importância que a mídia junto com o Ministério de Educação (MEC), crie projetos que visem desmistificar o preconceito presente na população, como propagandas em defesa da inclusão do autista nos mais diversos âmbitos da sociedade, como também palestras em escolas e universidades, tratando a questão como um assunto a ser discutido a fim de moldar um pensamento coletivo e solidário. Com estas implementações, este problema se tornará uma mazela passada na história do Brasil.