Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/07/2019
Segundo dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas. A partir disso, estima-se que existam cerca de 2 milhões de pessoas dentro Transtorno de Espectro Autista (TEA). Entretanto, ainda são vistos muitos desafios ao se buscar a inclusão dessas pessoas na sociedade. Entre essas dificuldades, é de se destacar o diagnóstico tardio e a dificuldade de tratamento.
Em primeiro plano, é válido retratar os atrasos no estudo do TEA. Como retrato pelo Jornal Televisivo Fantástico, muitos pediatras não estão aptos a diagnosticar esse transtorno, por não saberem identificar os sinais e pela falta de exames que comprovem a doença. Por isso, muitas crianças passam por muitos consultórios até que algum profissional de saúde reconheça o transtorno e a família possa buscar tratamento. Essa demora pode influenciar negativamente na evolução da criança.
Ademais, no Brasil faltam políticas públicas destinadas a esse público. Assim, muitos autistas não conseguem tratamento gratuito e, devido a falta de dinheiro, não fazem as terapias necessárias e não conseguem desenvolver suas habilidades para conseguir independência e capacidade de socialização. Apesar de existir uma lei em defesa do autista, frequentemente essa não é seguida por falta de verbas.
Portanto, faz inevitável uma intervenção Estatal. Primeiramente, o Ministério da Saúde deve investir no estudo do Espectro Autista. Posteriormente, deve realizar cursos obrigatórios para os médicos sobre esse mal, visando garantir esses sejam capazes de diagnosticar essa doença, tornando possível o tratamento cedo. Outrossim, é a necessidade do Ministério Federal auxiliar financeiramente os estados que passam por crises na saúde pública, tornando possível a gratuidade nas terapias para amenizar os sintomas do autismo. A partir de tais feitos, aumentará as chances de inclusão dos portadores de TEA na sociedade brasileira, tendo em vista que esses estarão aptos para realizar suas tarefas básicas.