Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/08/2019
Segundo a arquiteta Thaís Frota, se o lugar não permitir o acesso a toda as pessoas, esse lugar é deficiente. De acordo com esse ponto, na contemporaneidade, muitos indivíduos com transtornos neuropsiquiátricos sofrem com a exclusão social, com o preconceito e a discriminação e assim, encontrando dificuldades de inserção em diversos âmbitos sociais. Dessa forma, os desafios existentes de inclusão de indivíduos com autismo tem como base, a desinformação da população a respeito do problema e a falta de qualificação adequada aos profissionais de educação.
A priori, em 1993 o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, segundo dados da USP em 2018. Além disso, apesar da gradatividade científica, pouco se sabe sobre essa doença, ainda existe muito a se descobrir sobre a enfermidade, corroborando que o desconhecimento da população sobre o assunto cause a dificuldade de inserir esses seres na sociedade, provocando a intolerância, a hostilidade e a alienação sobre o tema. Em suma, é preciso criar mecanismos que informe a população, para que haja a integração desses cidadãos.
Outro fator existente, é a falta de qualificação adequada do corpo docente nas escolas, outro empecilho para que haja educação e socialização dos indivíduos autistas. Desde 2012, no Brasil, a Lei 12.764 determina que pessoas com autismo podem frequentar escolas regulares e têm o direito de solicitar acompanhamento nesses locais, se necessário. Sendo assim, sem uma educação de qualidade, fica ainda mais difícil para que os autistas sejam integrados na sociedade e tratados como todos os demais, não recebendo a devida atenção merecida, e enfim piorando ainda mais a situação existente.
De acordo com o filósofo brasileiro Paulo Freire, a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Desse modo, é preciso que medidas sejam tomadas para realizar a mudança deste percurso. O Estado por meio do Ministério da Educação deve proporcionar mecanismos que tenham como objetivo o de qualificar profissionais, por meio de treinamentos, palestras, orientando em como proceder com os alunos com esse transtorno, e com isso, eles poderem desenvolver e socializar na sociedade. Além disso, o Ministério da Educação em conjunto com a ABRA (Associação Brasileira do Autismo) e o instituto familiar, deve promover campanhas para todas as idades, informando melhor a população brasileira a respeito da doença que ainda é desconhecida para muitos, no intuito de que haja o respeito necessário e minimizar o preconceito, e a discriminação existente. Portanto, que assim possa haver a inserção de pessoas autistas no âmbito social.