Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/07/2019

Na série “The Good Doctor”, um jovem médico com autismo começa a trabalhar em um renomado hospital e encontra o desafio de provar sua capacidade a seus colegas e superiores. Na vida real, pessoas com esse mesmo transtorno enfrentam dificuldades ainda maiores no que tange à inclusão delas nos diferentes âmbitos da sociedade. Diante disso, é relevante destacar a omissão do governo e o preconceito como fatores de limitação para a inclusão social de pessoas com autismo no Brasil.

A princípio, importa ressaltar que, em 2012,  foi criada uma lei chamada de “Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista”. Apesar de essa lei assegurar alguns dos direitos de pessoas autistas, ela não atua de forma eficaz, uma vez que a inclusão dessas pessoas na sociedade ainda é muito ineficiente. Logo, a letargia do governo é fator limitante na consumação da inserção de indivíduos com autismo no âmbito social.

Além disso, conforme afirma o filósofo Zygmunt Bauman, na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte. Sob essa perspectiva, em uma sociedade na qual a mídia faz-se presente, o desconhecimento no que se refere ao Transtorno do Espectro Autista promove o preconceito, dado que a mídia não dá atenção suficiente para que o autismo seja conhecido e reconhecido como algo relevante. Dessa forma, tal discriminação colabora para a segregação dos autistas na esfera pública.

Em virtude dos elementos mencionados, conclui-se que medidas devem ser aplicadas para superar os desafios da inclusão de autistas. Destarte, é dever do governo promover a concretização eficiente dos direitos dessas pessoas por meio de mudanças, como o real cumprimento da lei para autistas e a ampliação na visibilidade deles nos meios de comunicação de massa, a fim de diminuir a exclusão desses indivíduos. Dessa forma,  impasses como o da série “The Good Doctor” poderão ser cada vez menos frequentes.