Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/06/2019
É indubitável que na conjuntura hodierna brasileira, o preconceito assim como a negligencia estatal corroboram com a persistência da exclusão social de minorias deficientes no país. Nesse sentido, torna-se evidente a ruptura nos primórdios da Constituição, nos quais garantem o direito à educação e a saúde para todos, de modo a contribuir com o problemática de inclusão de autistas na sociedade.
Em primeira instancia, a falta de informação acerca do autismo constitui um dos principais entraves para a inclusão dessas pessoas na sociedade. Desse modo, ocorre o desencadeamento do preconceito social sob essa classe, visto que somente em 1993 a doença foi incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, segundo dados da universidade São Paulo. Assim, é possível observar não só a falta de informação sobre a doença devido a sua recente chegada no campo de pesquisas, mas também como isso corrobora com a propagação do preconceito.
Ademais, a incapacitação do corpo docente nas instituições de ensino acarreta a problemática de desenvolvimento social das crianças e jovens diagnosticados com autismo. Em um documentário jornalístico da Globo, foi visto o avanço desse grupo quando inseridos em instituições especializadas. Logo tornou-se notório a evolução no quadro clinico e a possibilidade de inserção dos tratados no meio comum.
Portanto, é possível concluir a importância da atuação não só do Estado, mas também, da sociedade para a resolução da questão. Logo, é dever do Ministério da Educação oferecer mecanismos de qualificação dos profissionais de educação, com treinamentos e palestras sobre como proceder com alunos com esse transtorno, para que, assim seja possível o desenvolvimento social dessa comunidade. Além disso cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas informativas à população sobre o autismo, afim de diminuir o preconceito e garantir a inserção dos mesmos na sociedade.