Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/06/2019
O Transtorno do Espectro Autista está associado com a capacidade de relacionamento,pois o paciente pode apresentar dificuldade para interagir,fazer amigos e se comunicar com as outras pessoas.Assim,quando não diagnosticado precocemente e não tendo o tratamento adequado, ele poderá desenvolver diversas outras doenças secundárias como depressão ou ansiedade. Por isso,o Estado deve criar políticas que apoiam o desenvolvimento de pesquisa sobre o transtorno,tratamento mais acessível à população,a capacitação de profissionais da educação e das instituições públicas,para que a sociedade brasileira possa inserir com igualdade essas pessoas,como assegura a Constituição. De acordo com o estudo realizado nos Estados Unidos,pelo Centro de Controle de Doenças,1 em cada 59 crianças apresenta o Transtorno do Espectro Autista.Sua denominação espectro está relacionada aos diferentes níveis sintomáticos,que variam de leves a severos.Além disso, seu diagnóstico é conflituoso, pois ainda não existe um exame específico para identificá-lo e não se sabe também a sua causa, sendo a hipótese mais provável é de que esteja relacionado a fatores genéticos e hereditários aliado a fatores ambientais.Assim, a dificuldade de se incluir na sociedade as pessoas com o espectro já se inicia na infância, com o diagnóstico complexo e o tratamento tardio,fazendo com que muitas famílias e instituições públicas não se atentam as particularidades do indivíduo.
Dessa forma, nota-se como a família e o Estado possui pouco conhecimento sobre o transtorno,que reflete diretamente no crescimento e no desenvolvimento da criança com autismo,pois quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais as chances dela apresentar os sintomas da doença amenizados e assim interagir mais facilmente com as outras pessoas. Entretanto, muitas escolas brasileiras não apresentam estruturas pedagógicas para atender as famílias e a criança com o espectro, como por exemplo, a não implantação de aulas diferenciais para esses alunos, que prejudica o desenvolvimento social e intelectual do estudante.
Portanto, essa estrutura de ensino é ultrapassada e também foi criticada pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, que concluiu que a escola não transmite o conhecimento igualmente para seus alunos e por isso estes não poderiam ser tratados homogeneamente, sendo necessário que ocorresse a mudança de pensamento acerca do aprendizado para que a escola pudesse atendê-los o máximo possível. Ademais, para que seja superado o atraso na inclusão de pessoas com autismo, é preciso que o Estado invista em pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de um exame prático para se obter o diagnóstico, além da preparação de professores e da escola para que eles saibam incluí-los
em atividades que desenvolverá sua interação com outros colegas e com a matéria introduzida.