Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/06/2019
No documentário Delicadeza é Azul, do ano 2019, é abordado sobre diversas visões de professores, pais e crianças para discutirem e explicarem o Transtorno do Espectro Autista. Analogamente, no contexto vigente, o autismo ainda está em pauta e, infelizmente, predomina um grande desafio: a inclusão social. Nesse âmbito, pode-se dizer que não só o preconceito enraizado como também a falta de qualificação adequada dos profissionais da educação contribuem para a perpetuação dessa premissa. Dessa forma, é necessária a tomada de novas medidas para que se resolva a questão.
A priori, é válido destacar que o preconceito afeta, consideravelmente, a participação ativa dos indivíduos com autismo. Nesse sentido, tais pessoas são, na maioria das vezes, impossibilitadas de trabalharem ou, também, de se ingressarem em instituições de ensino, uma vez que são excluídos e tratados como ‘‘incapazes’’. Tal fato pode ser relacionado ao preconceito enraizado desde o período da História Antiga, em Esparta, onde crianças com qualquer tipo de deficiência eram jogadas em precipícios e eram considerados como má sorte para as famílias. Sendo assim, é imprescindível que a população como um todo estabeleça a alteridade para que, de tal forma, possa integrar as crianças e adultos com o TEA.
A posteriori, é importante destacar que a falta de qualificação profissional dos docentes no âmbito escolar é um dos principais entraves para a educação e socialização das crianças autistas. Seguindo tal linha de raciocínio, de acordo com o filósofo Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para sua realização pessoal. Nesse viés, é de extrema relevância que essas pessoas sejam não só incluídas como também sejam recebidas com um preparo de qualidade, para proporcionar um maior conforto, garantir a manutenção do bem estar e, ainda, possibilitar o desenvolvimento dos mesmos.
Torna-se necessário, portanto, que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação promovam a criação de cursos especializados, com o apoio de neuropediatras e psiquiatras, para professores e educadores com o objetivo de aprenderem a como estimular o desenvolvimento da criatividade e da sociabilidade dos indivíduos com autismo. Além disso, é de extrema importância que a mídia possa abordar, em diversas propagandas publicitárias, sobre a importância de se integrar uma pessoa com o Transtorno do Espectro Autista, com o fito de minimizar a exclusão e, assim, garantir que sejam repeitados em qualquer esfera social.