Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 19/06/2019

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade têm a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, percebe-se que no Brasil as pessoas com autismo compõem um grupo desfavorecido, no tocante a inclusão, haja vista os desafios para atender essa demanda. Questão essa, que tem origem na falta de suporte do ambiente educacional, bem como no preconceito em que esses indivíduos estão submetidos no cotidiano.

É incontestável que a falta de suporte no âmbito educacional esteja entre as principais dificuldades de inclusão a pessoas com autismo. Segundo Habermas, “incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto”. Certamente, este não é o caminho optado pelas escolas no Brasil, porque a falta de professores capacitados a lidar individualmente com as dificuldades que os alunos autistas apresentam, por consequência auxilia na barreira a integração. Efeito esse que deve ser evitado.

Da mesma forma, evidencia-se o preconceito do cotidiano como também catalisador dos desafios da inclusão. Isso porque muitas pessoas não compreendem a situação do autista, e pode considera-lo “estranho”, devido a sua dificuldade na interação e comunicação com os demais. Como já observou Freud em seu livro, “Psicologia e análise do Eu”, os indivíduos tendem a agir de acordo com o meio, oprimindo o que considera diferente, atitude essa que deve ser remediada, pois também prejudica a integração.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que sejam tomadas ações para se resolver as dificuldades de inclusão de pessoas com autismo. Para que isso ocorra o Ministério da Educação deve dar mais suporte ao âmbito escolar, por meio de cursos de curta duração aos professores, com o objetivo de prepara-los para lidar com os alunos, garantindo assim a integração nas escolas. Ademais o Ministério dos direitos humanos pode formular mais campanhas de conscientização, por intermédio da mídia, a fim de estimular a empatia e o respeito com os autistas, e consequentemente também garantir a inclusão.