Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 13/06/2019
Consoante o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um ‘‘corpo biológico’’ por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. À vista disso, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é essencial que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Entretanto, no Brasil, isso não ocorre, pois há inúmeros desafios da inclusão de pessoas com autismo. Esse quadro de obstáculos é fruto, devido não só a negligência governamental, mas também a discriminação social.
Convém ressaltar, a princípio, que o preconceito da sociedade é um grande impasse à permanência da problemática. Infelizmente, a existência da discriminação contra autistas é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. Dessa forma, a negligência do Estado, ao investir minimamente em mecanismos de pesquisas de de tratamento e diagnóstico do autismo, contribui com a persistência do preconceito.
Em consequência disso, os indivíduos com autismo encontram inúmeras dificuldades em variados âmbitos de suas vidas. Um exemplo disso é a complexidade em inserir no mercado de trabalho, devido a precária educação recebida por eles e ao preconceito social. Os autistas, desse modo, são muitas vezes visto como pessoas com menor capacidade intelectual, sendo excluídos dos demais, o que dificulta ao grupo acesso a diversas áreas sociais.
Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para combater o impasse. Para que o Brasil seja mais articulado como um ‘‘corpo biológico’’ cabe ao Estado investir e apoiar pesquisas na área a fim de desenvolver melhorias no tratamento e diagnóstico da síndrome, com intuito de evitar discriminações. Ademais, a mídia, também têm um papel fundamental, por meio de campanhas para conscientizar a população com intenção de inclui-los na sociedade, garantido o direito à cidadania. Dessa maneira, o país poderá superar os desafios à consolidação da inclusão de pessoas com autismo.