Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2019

Historicamente o Brasil apresenta sinais de segregação de seu povo, inicialmente com a escravidão e, consequentemente depois por incontáveis aspectos físicos, econômicos, sociais de grupos minoritários. De certo, está presente nesta realidade de exclusão social uma parcela da sociedade brasileira, diagnosticada pelo Transtorno do Espectro Autista, que conjectura uma chaga social, envolvendo a desinformação e o não acolhimento dos indivíduos portadores.

O autismo afeta o sistema nervoso central, sendo responsável pela dificuldade na comunicação interpessoal e na capacidade de compreensão. Segundo a Associação Brasileira de Autismo, são descobertos cerca de 150 mil casos de autismo por ano. Embora uma vida livre de preconceitos ainda não seja uma realidade alcançada pelos autistas no Brasil, há esperança de que, por meio da informação, contribua-se para a qualidade de vida destes, corroborando o contundente pensamento de Paulo Freire, de que a inclusão ocorre quando se aprende com as diferenças.

Ademais, tendo em vista a evolução dos dispositivos legais nacionais que objetivam a inclusão, tais como a criação da Lei de Proteção aos Direitos do Autista, em 2012, pelo governo brasileiro, destaca o esforço conjunto à sociedade para a concretização da inclusão e a propagação da condição de igualdade no âmbito social a todo e qualquer ser humano.

Destarte, as medidas necessárias para esta dita inclusão tendem a ser contínuas e intervir diretamente na educação brasileira, tendo como objetivo estimular a participação da comunidade autista no meio escolar, onde a inclusão é de maior importância. Para isto, urge que o Ministério da Educação e Cultura, em conjunto com o Ministério da Saúde, oferte capacitações aos profissionais docentes, bem como a ampla divulgação das condições clínicas do transtorno, a fim de que se possa construir um ambiente acolhedor aos autistas e propício ao pleno desenvolvimento humano.