Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2019
Da Antiguidade à atualidade, a história evidencia a grande dificuldade do enfrentamento das sociedades perante a aceitação das ‘‘diferenças’’. Pode-se constatar que a exclusão de pessoas no corpo social sempre foi evidente, sucedendo-se por motivos de preconceito, como também para fins de proteger a sociedade da ameaça representada por pessoas que não se adaptavam às normas estabelecidas, conceito este errôneo. Ademais, houve significativos avanços na inclusão social de pessoas com autismo no Brasil, porém ainda persistem relativas discriminações e desafios a serem rompidos e desmistificados, como também maiores investimentos na melhora, qualidade e evolução do tratamento.
Torna-se primordial ressaltar que, segundo a Constituição Federal de 1988 é de total garantia de todo e qualquer cidadão que os direitos básicos sejam assegurados, como, a vida, a educação, e a saúde; os quais devem ser ofertados de forma universal e integral. No entanto, o que se constata hodiernamente é a supressão da pessoa com autismo de tais garantias constitucionais; isso se deve, principalmente, não somente à falta de informação desse tema como também à ineficiência das políticas públicas que versam sobre o assunto.
É preciso, porém, reconhecer que no Brasil as iniciativas governamentais propriamente direcionadas ao acolhimento das pessoas com diagnóstico de autismo desenvolveram-se de maneira tardia; tal enfrentamento moroso da problemática, fez com que a construção atual da política pública brasileira para o autismo fosse marcada por grandes preconceitos, seja pela falta de informações como também pela má inclusão social. Outrossim, é importante confirmar que as atuais políticas voltadas para o tratamento e inserção do indivíduo autista não são efetivas, sendo a principal causa a falta de políticas públicas específicas para o acompanhamento e tratamento dos mesmos; ademais, muitas instituições de ensino não possuem profissionais capacitados para tal inserção.
Fica claro, dessa forma, que políticas públicas mais eficazes são essenciais, para melhoria da vida do cidadão com autismo; assim cabe ao Ministério da Saúde promover a criação de centros específicos ao autista que visem a terapia comportamental; para tal, se torna eficaz tudo isso em conjunto com o Ministério da Educação, a elaboração de planos de disseminação de informações sobre o autismo, como também, é necessário um maior aperfeiçoamento e capacitação dos professores, para que se torne eficaz o ensino e inclusão conjunta, com o propósito de estimular e esclarecer os alunos e a sociedade, tornando-os perscrutadores no combate à esse estigma. Desse modo, só assim se solidificará uma sociedade justa e eficiente.