Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2019
A inclusão é crucial
Lionel Messi. Beethoven. Woody Allen. Bill Gates. Todas essas personalidades bem sucedidas possuem traços de autismo em suas características. Entretanto, num mundo excludente para pessoas que apresentam qualquer tipo de deficiência, essas pessoas são raras exceções. Com isso, fica evidente que a inclusão de pessoas com autismo em um país como o Brasil é desafiadora, pois a conscientização sobre esse transtorno neuropsiquiátrico é pequena entre a sociedade. Além disso, não encontra-se a estrutura necessária para o acolhimento desses indivíduos nas instituições de educação.
A princípio, a falta de conhecimento da população brasileira a respeito do autismo constitui-se de um dos maiores problemas para a problemática debatida. Isso porque são poucas as informações divulgadas acerca desse distúrbio. Com isso, a imagem que a maior parte dos brasileiros possuem das pessoas autistas é uma imagem estereotipada, ocasionando diversos casos de preconceito e discriminação. Dessa forma, torna-se dificulta a entrada desses indivíduos em diversos segmentos da sociedade.
Acrescenta-se, ainda, que existe uma carência das condições necessárias para a incorporação de autistas nas organizações de ensino no Brasil. É comum visualizar a ausência de docentes qualificados, que estejam prontos para instruir pessoas com esse transtorno, e que consiga ensinar para todos os seus alunos, inclusive os que não apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA), valores como o respeito à todo tipo de diversidade. Para essa inclusão ocorrer, também seria necessário um auxílio terapêutico, visto que uma assistência médica é essencial para casos emergenciais.
Portanto, é perceptível a falta de tato que as autoridades e grande parte da população brasileira apresentam em relação às pessoas autistas e que ainda existem diversos desafios a serem superados para a inclusão dessa minoria. A fim de superar o primeiro grande obstáculo desse objetivo, é preciso que as grandes mídias veiculem mais informações sobre o TEA, e que demonstrem maior representatividade nos seus trabalhos, sejam em novelas ou filmes. Dessa forma, o estereótipo e o preconceito serão combatidos cada vez mais. Outra atitude imprescindível, serão a adição de disciplinas nas faculdades de licenciaturas que ensinem a lidar com pessoas autistas. Por fim, o governo deve fornecer a estrutura necessária para acolher essas pessoas nas escolas. É fundamental sair da inércia de não se importar com os indivíduos que sofrem de autismo e começar uma mobilização para ajudá-los, pois inclusão é mais do que importante, é crucial para um Brasil melhor.