Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2019
É inegável o fato que, no Brasil, a inclusão de pessoas com autismo é um desafio que acresce, gradativamente, ano após ano, causando graves consequências. Paralelamente, torna-se imprescindível que essa realidade precisa, urgentemente, ser enfrentada de forma consistente, tanto pela população em propiciar atitudes que inverta essa dificuldade, quanto por autoridades em repercutir meios de combate. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de políticas públicas e na ausência de conhecimento transmitidos à sociedade.
Em primeiro plano, é notória a garantia dos direitos previstos na Constituição Cidadã de 1988, a qual, no papel, assegura os privilégios à vida, à cidadania, à saúde e à educação, em virtude disso é dever estatal intervir com o intuito de promover meios que alterem a dificuldade de inclusão. Entretanto, apesar da existência da Carta Magma, na prática há um enorme descaso, já que prejudica diretamente a pessoa que é portadora do autismo, porque há de conviver com a escassez de leis e auxílios que ajudem a inserção desses indivíduos na sociedade. Consequentemente, o autista fica isolado sem acesso a educação que posteriormente prejudica na qualidade de vida desse indivíduo.
Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a pouca veiculação do conhecimento sobre esse tema. Essa realidade está, diretamente, atrelada a precariedade da conscientização da população sobre a definição do autismo. Isso ocorre, por causa das instituições de ensino que por falta de capacitação peca no sentido de transmitir a uma sociedade os cuidados e a devida atenção a esse transtorno. Por conseguinte, a intolerância é exposta através do preconceito realizado por maioria do povo, já que promove um padrão socialmente aceito em que a pessoa ideal é aquela que não possui nenhuma doença.
Portanto, torna-se indispensável a adoção de medidas capazes de intervir no descaso dos órgãos governamentais e na carência de educação sobre esse fator. Logo, cabe ao Governo Federal investir, por intermédio de recursos provenientes de imposto na pesquisa através da Instituições Federais para que haja um melhor entendimento sobre o autismo, a fim de distribuir em parceria ao Ministério da Saúde campanhas conscientizadoras e instrutoras, com fito de diminuir a exclusão social por causa da falta de compreensão. Ademais, as escolas juntamente a mídia por serem meios de veiculação podem realizar propagandas, reportagens, novelas que abordem o portador e palestras, com o objetivo de fomentar e sensibilizar a população a auxiliar a inclusão dessa minoria para que garanta melhores condições de vida a todos.