Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2019

O autismo é uma síndrome que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros, segundo a Organização das Nações Unidas, ONU. Ademais, recentemente foi instituída a Lei 12.764, que garante os direitos básicos do autista, passo fundamental em direção a verdadeira inclusão desses cidadãos. De modo que, inserir os portadores desse transtorno, a partir da infância, em escola regular, assim como, promover políticas públicas, são medidas indispensáveis para a inserção desses na sociedade.

Primeiramente, é importante evidenciar a função primordial da escola regular, como porta de entrada para toda uma vida em sociedade do portador do espectro autista. Entretanto, a realidade é outra,de acordo com pesquisa do Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil, 48% das crianças com autismo estão fora da escola. Contudo, não basta apenas oferecer uma vaga, é extremamente necessário que haja estrutura capaz de desenvolver efetivamente esse aluno com necessidade especial. Logo, não é suficiente inserir a criança autista no contexto escolar, é fundamental que a escola esteja preparada para recebê-la e atender às suas demandas.

Em seguida, é essencial destacar os efeitos das políticas públicas na vida do cidadão autista como uma das principais ferramentas de inclusão social. Conforme pesquisa do Ministério da Saúde, 47% das pessoas com autismo são encaminhadas aos Centros de Atenção Psicossocial, CAPs. Atualmente esse é o principal modelo adotado pelo governo para atender crianças e adultos e a oferecer tratamento e apoio ao autismo. No entanto, esse programa é muito criticado, principalmente por pecar na socialização do indivíduo. De modo que, as políticas adotadas ainda são insuficientes e precisam ser mais amplas para promover a inserção social.

Portanto é imprescindível que o Estado promova maior inclusão do portador do autismo. Certamente, a melhor política pública, é  investimento na escola regular, pelo governo, afim de que essa desenvolva, de fato, o aluno autista, por meio de uma estrutura e clima escolar adequados e capacitação docente. Só assim existirá uma verdadeira inclusão.