Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

Autismo: comportamento que se caracteriza por apresentar aspectos fundamentais, com sinais e sintomas presentes numa série de pessoas. A conceituação dessa síndrome é muito ampla, o que fez com que apenas em 1993 fosse incluída na Organização Mundial da Saúde como doença. Diante disso, vê-se que a participação dessas pessoas na sociedade ainda sofre empecilhos para a sua aceitação, já que esbarra na dificuldade social de lidar com o diferente e sofre grande preconceito.

A maior complicação de pessoas autista se dá na sua interação social, o qual não ocorre de maneira espontânea, tanto pela pessoa que apresenta a síndrome - porém não tem controle sobre tal atitude - como pelas pessoas a sua volta. Historicamente o diferente, aquele que foge daquilo conceituado como padrão, sendo pré determinado, é visto por uma parcela da população de forma repulsiva, mesmo que em nada lhe afete, busca evitar e se afastar como se prevenisse de algo contagioso.

Esse comportamento não passa de um preconceito que fora instituído na mente do povo de maneira a criar falsas ideias, o qual, quando crianças, não fazem segregação - não há distinção. Isso é explicado pelo sociólogo Émile Durkheim, o qual dizia ser a sociedade modeladora do indivíduo, logo, o agir, o pensar e o sentir são determinações do meio que se está inserido.

Infere-se, portanto, que o autismo ainda apresenta grandes dificuldades sociais, onde defronta com a compreensão e aceitação de suas particularidades para assim conviver de melhor maneira possível. Diante disso, faz-se necessário a inserção desse grupo as políticas públicas, de maneira que o governo lhes proporcione um acompanhamento adequado e integrado, afim de familiariza-lo ao mundo. Conjuntamente, colégios dever fazer palestras para os pais expondo e ensinando a importância dessa integração, de forma que não leve pensamentos incondizentes com a realidade para seus filhos; ou seja, impedir o preconceito.