Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2019
Políticas públicas como forma de inserção social dos autistas no Brasil
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 10948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) - prevê que todo cidadão deve ter acesso à vida. A realidade, entretanto,destoa bastante da teoria, como no caso dos brasileiros com autismo, por exemplo, que enfrentam grandes dificuldades nas escolas e no mercado de trabalho. Dessa forma, Estado deve lançar políticas públicas que facilitem a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na sociedade.
Em primeiro plano, de acordo com o governo americano, 1 em cada 59 crianças é autista. Assim, dada a demanda, criou-se em 2012, no Brasil, uma lei que determina que pessoas com tal transtorno podem frequentar escolas regulares e têm o direito de solicitar acompanhamento. Entretanto, poucas são as escolas aptas a lidar individualmente com as dificuldades que um aluno autista possa apresentar, pois, dependendo da gravidade do TEA, requere-se psicólogos, psicopedagogos e até mesmo médicos.
De outra parte, segundo a Organização Mundial de Saúde, a inserção social, inclusive profissionalmente, das pessoas que possuem deficiências mentais, como no TEA, são as que mais apresentam dificuldades. Isso ocorre pelo fato das instituições acreditarem que o processo de adaptação e treinamento de autistas será algo moroso e cheio de dificuldades.
Urge, portanto, que o Estado assegure uma vida plena aos que tem TEA. Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação destine verba específica para contratação de profissionais necessários nas escolas aos autistas, de forma que consigam se adaptar com sucesso ao ambiente escolar. Além disso, é importante que o Ministério do Trabalho, juntamente com o Ministério da Saúde, promova campanhas educativas nas empresas, voltadas aos seus donos e gestores de recursos humanos, a fim de que paradigmas e preconceitos sejam desconstruídos, com relação ao autismos, e tais profissionais sejam contratados. Dessa forma, sem dúvidas, os desafios se tornarão oportunidades aos autistas brasileiros.