Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2019
Historicamente o Brasil foi construído com base em lutas, reivindicações em busca de inclusão de pessoas com necessidades especiais na sociedade. Dessa forma, é perceptível que num mundo onde cada vez mais cresce a demanda por inclusão de minorias, o país apresenta muitos desafios a enfrentar, um deles é a questão da falta de atendimento pelas instituições públicas e ainda o forte preconceito quanto à pessoa com Transtorno do Especto Autista (TEA). Logo, garantir a inclusão destes é imprescindível não só para o desenvolvimento mental desses indivíduos, mas também para toda a sociedade.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que através das lutas sociais em favor da ampliação dos direitos dessa parcela, o Governo Federal criou a lei 12.764 que afirma que todos os setores sociais precisam trabalhar de modo integrado para haver a inclusão dos que apresentam autismo. Desse modo, oferecendo uma educação de qualidade com profissionais especializados, atendimentos específicos, além de consultas periódicas com profissionais da saúde como neurologistas e psicopedagogos. Porém, a realidade é outra, muitas vezes, algumas famílias que possuem filhos autistas, cansam de buscar tratamento, que deve ser periódico e organizado, e acaba sendo interrompido por falhas no atendimento ou falta de profissionais.
Entretanto, mesmo existindo uma lei que não é perfeitamente cumprida, é importante lembrar que esse problema é muito sério, pois o não acompanhamento desde a infância acaba por dificultar o desenvolvimento intelectual do indivíduo , consequentemente prejudicando seu futuro e sua inserção no mercado de trabalho. Além desse ponto tão crucial, há infelizmente um enorme preconceito não só pela sociedade por falta de conhecimento no assunto, como também pelos pais que demoram a aceitar que o filho tem TEA, por conseguinte retarda o tratamento.
Nesse contexto, é preciso assim como na luta das minorias pelos seus direitos, é imprescindível buscar formas de garantir a eficiência da lei. É necessário, portanto, que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, façam campanhas de conscientização aos pais de pessoas autistas, por meio da criação de grupos de debate, isto pode ser realizado através das redes sociais, com o objetivo de esclarecer é prestar apoio a estes pais. Além do mais, é preciso que o Ministério da Justiça cobre do poder público de cada município que fiscalize todas as unidades se saúde, para que estas possam oferecer os recursos necessários para os pacientes.