Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

O autismo, descrito em 1980 no Manual de Transtornos Mentais, é considerado um distúrbio no desenvolvimento que inclui diferentes aspectos variando de graus leves a severos. Característico por afetar o comportamento e desenvolvimento, torna-se um desafio no processo inclusivo dos portadores, pelo despreparo das escolas, dos profissionais de saúde, bem como pelos aspectos estigmatizantes da sociedade.

Órgãos de pesquisa ligado ao governo dos Estados Unidos estimam cerca de 2 milhões de autistas na população brasileira. Mesmo com essa quantidade expressiva, a inserção dessas pessoas no ambiente escolar é limitada pela pela ausência de profissionais capacitados para dar suporte as necessidades especiais do aluno, como dificuldades na comunicação e socialização, e falta de metodologias inclusivas. Ademais, os estigmas carreados de associa-los a pessoas violentas bloqueiam a socialização.

Além disso, vale ressaltar que a inserção não se da apenas na infância e no ambiente escolar. O adulto autista encontra desafios no acesso a saúde e outros serviços básicos e também no mercado de trabalho. O  médico e a equipe multiprofissional nem sempre é capacitada para dar continuidade ao desenvolvimento cognitivo, com evolução das conquistas que vem da infância garantindo a independência do individuo. No mercado de trabalho, costumam não ter suas habilidades reconhecidas e limitações compreendidas que viabilizariam a oportunidade de um emprego.

Logo, é imprescindível que medidas sejam tomadas para propiciar o processo inclusivo. Ao Ministério da Educação o desenvolvimento de capacitações para os profissionais da educação e recursos para as escolas que garantam a qualidade do serviço para os autistas. Ao Ministério da Saúde, a criação de políticas públicas que melhor atenda a saúde, permitindo o desenvolvimento dessa população.