Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

No contexto social vigente,o autismo pode ser definido como um transtorno de desenvolvimento grave que afeta a capacidade de interagir,e consequentemente dificulta a inclusão social.Dessa forma,nota-se que a série “The Good Doctor”,que conta a história de Shaun Murphy,um jovem médico com autismo que enfrenta os desafios de trabalhar em um famoso hospital,retrata o atual cenário autista no Brasil.No entanto,observa-se que essa questão ocorre devido ao desinteresse do governo,além da falta de informação da sociedade.

Em primeiro plano,deve-se analisar o pouco interesse da governança como principal causador do problema.Desse modo,é possível remeter ao fato histórico da descoberta dessa tribulação,em 1943,pelo psicólogo norte americano Leo Kanner,após estudar com mais atenção o caso de 11 jovens diagnosticados com esquizofrenia.Contudo,hodiernamente,o que se tem observado é uma escassez de medidas na busca de alternativas viáveis para amparar a população autista,fator demonstrado pela carência de profissionais especializados na adversidade,principalmente em áreas escolares,causando o agravamento do quadro.

Paralelo a isso,é essencial aludir sobre a desinformação da população como outra possível imortalizadora do emblema.Dessa maneira,é exequível referir-se ao que afirmava o poeta português Fernando Pessoa,“quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjetividade”.Entretanto,é visível o desvio de pensamento da maioria do corpo social pelo o insuficiente conhecimento,os levando a crer que tal enfermidade é algo relativamente banal e incorrigível, não sendo necessário gastar tempo e esforço com os indivíduos na tentativa de enquadrá-los socialmente,gerando a exacerbação do imbróglio.

Entende-se,portanto,que a continuidade dos desafios da inclusão de pessoas com autismo no país,na contemporaneidade,é fruto do escasso auxílio político e da incompreensão do povo.Diante disso,o Governo Federal,em parceria com o Ministério da Saúde,deve fornecer cursos especializantes para profissionais tanto da educação,quanto da saúde,oferecendo a capacitação adequada para melhor se lidar com essa parcela da população,tomando como base iniciativas preexistentes em outros países,com o objetivo de mudar o panorama hodierno.Ademais, é indispensável que instituições de ensino,juntamente com organizações não governamentais (ONGs),promovam palestras que demonstrem a realidade do autismo,incentivando o acolhimento dessas pessoas,por intermédio da ajuda de professores e psicólogos capacitados,com a finalidade de acabar com tamanho desmazelo.