Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2019

O seriado americano “Atypical” ganhou os holofotes da indústria midiática ao representar o estilo de vida de um adolescente autista que enfrenta os desafios que sua condição entrega. O tema acabou ganhando conjuntura, expondo à vida pública dos fãs todas as dificuldades que a sociedade moderna tem em buscar prováveis auxílios ao caso. Má aceitação em sociedade, direitos básicos suprimidos, discriminação. Segundo o IBGE, todas essas adversidades interferem no dia a dia de apaixonadamente 2 milhões de brasileiros, vítimas do autismo.

Inicialmente, a dinâmica nasce de pontos específicos. No aspecto social, a condição empregada pela doença dificulta, consideravelmente, o vínculo das relações sociais. Dessa forma, muitas pessoas que não possuem conhecimento prévio sobre o autismo entregam-se à ignorância, acabam segregando o círculo social do portador aos familiares mais próximos, dificultando tanto o aprendizado como a ascensão social do autista. Desse comportamento, torna-se natural o desconforto do paciente aos indivíduos desconhecidos, logo a situação é agravada pois diminui-se o sentimento de segurança podendo ocasionar falha de direitos básicos como sair em público, estudar e até falar.

Além disso, surgem outras barreiras: evidencia-se uma alta dificuldade de desenvolvimento de tratamento eficientes, ocasionado pela grande complexidade do estudo da doença e qual seria sua causa primeira. Sendo assim, ocorre o encarecimento de métodos práticos de consulta deixando muitas famílias incapacitadas ao devido cuidado, por fim acabam sendo impactados pela deficiência do sistema de saúde e seu baixo poder de propagação de assistência especializada.

Portanto, entende-se dinamizar o vínculo dos autistas e seus familiares ao círculo público. Para tanto, é preciso que o Ministério da Saúde efetive parceiras público-privadas entre as prefeituras e as clínicas de saúde presentes nos municípios visando desenvolver congressos bimestrais com participação de médicos e psicólogos especializados. Seria desenvolvido trabalhos técnicos entre os portadores do autismo e seus familiares, buscando discutir o tratamento mais adequado em cada caso, aliviando as tensões pessoais do indivíduo. Ademais, alunos das escolas destas regiões seriam convidados para conhecer o tema, participando de palestras comandadas por próprios autistas, seria dialogado a seriedade do problema, os efeitos que a doença dá na sociedade e como o simples conhecer da situação pode empregar um diferente ponto de vista à situação.