Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2019
Na Grécia antiga, uma das práticas mais comuns era o sacrifício de crianças que possuíam alguma deficiência física. Hoje, no Brasil, também ainda há uma falta de inclusão de indivíduos que têm o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em muitos âmbitos. Nesse sentido, questões como bullying acometido e poucos profissionais adequados na sociedade colaboram para tal problemática.
De início, o bullying sofrido, principalmente, nas escolas contribui para a exclusão social do autista. Isso decorre da falta de informação sobre o transtorno e do preconceito rotineiro. Sob essa ótica, a série televisiva The Good Doctor retrata a vida de um médico com autismo e como as pessoas julgam suas habilidades em inúmeros momentos, de forma análoga os indivíduos com esse transtorno, muitas vezes, são taxados como incapazes e vítimas de “brincadeiras” violentas no dia a dia.
Outrossim, a pouca qualificação profissional é um enorme entrave para a inclusão de pessoas com autismo. Segundo matéria da Universidade de São Paulo (USP), somente em 1993 a síndrome foi adicionada como doença na Organização Mundial da Saúde. Assim sendo, existem ainda poucos profissionais para lidar da melhor forma com pessoas autistas, especialmente, na área da educação e da saúde. Sob esse aspecto, apenas uma minoria tem disponível profissionais que compreendem suas dificuldades, o que causa problemas comunicativos e cada vez mais afastamento das relações sociais para grande parte dos que possuem o transtorno.
Nota-se, portanto, que existem diversos problemas para a inclusão dos autistas no país. Logo, cabe ao Ministério da Educação disseminar mais informações sobre o autismo nas escolas e nas comunidades, por meio de oficinas e distribuição de panfletos educativos, para que o conhecimento diminua a incidência do bullying em tais lugares. Ademais, ainda é função do Estado aumentar o número de profissionais especializados no espectro autista, através da disponibilidade de cursos gratuitos, a fim de propiciar um desenvolvimento humanitário e eficaz para toda população.