Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, quando se observa os problemas da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, devido, não só pela negligência governamental, mas também pela omissão escolar.
Em primeiro lugar, é incontestável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Nesse sentido, de acordo com o artigo 3 da Carta Magna, elucida o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, com o propósito de garantir o desenvolvimento nacional. Contudo, seguindo os últimos dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos.
Outrossim, destaca-se a omissão escolar como impulsionador da evasão escolar. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais em qualificações profissionais e em melhor suporte físico na educação ofertada aos autistas no Brasil, medidas que tornariam o ambiente educandário mais exclusivos para os autista, devido à falta de administração e fiscalizações públicas por parte de algumas gestões, isso não é firmado. Em harmonia com Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas, no entanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país.
Logo, ações são necessárias para amenizar a aversidade. Sendo assim, é essencial que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), financiem projetos educacionais nas escolas, através de uma ampla divulgação midiáticas, que inclua propagandas televisivas, e debates entre educadores e alunos. Dessa forma, a finalidade de tal medida deve ser o diagnóstico das carências em ambiente escolar. Ação que, iniciada no presente, é capaz de mudar o futuro da sociedade.