Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

Ao olhar a sociedade, o pesquisador Emilie Durkheim já afirmava, no começo do século XIX, que as pessoas moldam e são moldadas pelas regras sociais, ou seja, os indivíduos que são considerados fora dos padrões convencionais  sofrem coerção social e são excluídos dela. O que revela o grande desafio contemporâneo da inclusão social das pessoas com autismo no Brasil.

No geral, a maior dificuldade é a falta de conhecimento sobre o autismo. De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico dessa doença ainda é vago e não possui nenhum clássico marcador genético. Além disso, não há nenhum dado estatístico sobre quantos autistas existem no país, conforme afirmam os representantes da ONG Amigos dos Autistas.

Nesse sentido, a desinformação gera o preconceito para com os autistas. Salvo em raríssimas exceções, não existem  atualmente instituições públicas ou privadas adaptadas para a questão da inserção social dos portadores dessa síndrome.

Como afirmava Jean Piaget, um dos precursores da teoria do conhecimento, para que haja uma aprendizagem efetiva, diversos elementos, tais como o ambiente, o social e o humano, precisam estar bem relacionados. Logo, se não existem meios para acolher os autistas quando iniciam sua jornada estudantil, eles irão conseguirão acompanhar o ritmo de aprendizagem, logo ratificando consolidando ainda mais a sua exclusão social.

Sendo assim, o governo deve atingir o cerne dessa questão, ao promover uma maior divulgação, sobre o autismo, à população em geral, criando núcleos públicos de apoio especializado. Em paralelo, todas as escolas devem ser adaptadas e preparadas lidar com essa questão. Somente assim iremos começar a realizar na prática a inserção dos autistas dentro da sociedade e o país será, de fato, um Brasil de todos.