Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobliza com o problema do outro. Entretanto, quando se observa os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse contexto, torna-se claro a insuficiência de estruturas especializadas no acompanhamento desse público, bem como entendimento acerca do papel social desse arranjo.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais em qualificações profissionais e em melhor suporte físico na educação ofertada aos autistas, medidas que tornariam o ambiente educandário mais exclusivos para os autistas, devido à falta de administração e fiscalizações públicas  por parte de algumas gestões, isso não é firmado.

Outro fator relevante nessa temática, é o preconceito da sociedade que ainda é agente ativo na segregação dos autistas frente à sociedade. Um exemplo disso é a difícil introdução dos autistas no mercado de trabalho devido à intolerância inerente à sociedade brasileira. Seguindo essa linha de raciocínio, o historiador Nicolau Maquiável sustenta a ideia que os preconceitos têm mais raízes do que os pricípios. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor as barreiras da inclusão dos autistas na sociedade.

Logo, ações são necessárias para amenizar a adversidade. Sendo assim, é essencial que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), financiem projetos educacionais nas escolas, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre os educadores e alunos. Dessa forma, a finalidade de tal medida deve ser o diagnóstico das carências em ambiente escolar. Ação que, iniciada no presente, é capaz de mudar o futuro da sociedade.