Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2019
Incluir é mais do que trazer para perto
O seriado norte-americano “The good doctor” expõe as dificuldades de inclusão de uma pessoa com autismo no seu ambiente de trabalho e nas relações interpessoais. No Brasil, onde o preconceito existe desde o período colonial, a inclusão do autista é um grande desafio. A falta de preparo de grande parte dos profissionais da área da educação também intensifica esse problema.
De fato, nas escolas não existem programas para inclusão de pessoas com autismo e a maioria dos professores não recebe nenhuma instrução de como ajudar essas pessoas a crescerem. Como diz o filósofo alemão Jurgen Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescerem juntos. Sem isso, não há inclusão.
Além disso, o preconceito é um fator agravante. O ser humano tende a não aceitar bem as pessoas que agem de forma diferente da padronizada como “normal”, e acabam por excluí-las. No seriado mencionado, por exemplo, o autista é um médico brilhante, porém, devido ao seu comportamento “diferente”, ele sofre muitas dificuldades no seu ambiente de trabalho, pois a maioria de seus colegas não aceitam sua maneira de agir e pensar, dificultando a sua inclusão.
Com isso, pode-se notar que, apesar de o Brasil possuir cerca de 2 milhões de pessoas com autismo, segundo dados da Revista Autista, ainda existe uma grande dificuldade na inclusão dessas pessoas.O Governo Federal precisa investir na divulgação de informações, através das redes sociais, sobre o que é o autismo, para se obter o engajamento da população. Além disso, o Ministério da Educação deveria oferecer cursos aos professores, de preferência à distância para atingir o maior número de profissionais, a fim de prepará-los para entender e ter a capacidade de incluir, ao modo do filósofo Habermas, as pessoas com autismo.