Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

O Transtorno do Espectro Autista é uma síndrome que atinge quase 2 milhões de brasileiros. Acomete aspectos relacionados ao comportamento, comunicação, aprendizado e desenvolvimento de níveis brandos a severos e é de difícil diagnóstico, mesmo exames genéticos não são precisos em afirmar a incidência da síndrome.

Há um grande despreparo da sociedade em lidar com indivíduos autistas, a população em geral, profissionais da educação e até da área médica demonstram preconceitos e certo desconhecimento a respeito do transtorno. Por outro lado, vivemos em tempos de intensificação e grande mobilização em prol da inclusão dos autistas.

De maneira histórica, em 1993, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionou a síndrome à Classificação Internacional de Doenças; em 2008, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 02 de Abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Em 2012, a Lei 12.764 instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e atualmente temos as campanhas de conscientização e as implementações das Associações de Amigos dos Autistas (AMA) em diversas cidades.

Dentro deste contexto, se torna cada vez mais imprescindível e lógico, a implementação de projetos multisetoriais que iniciam com atenção e projetos políticos até o envolvimento e comprometimento de cada cidadão. O setor político precisa destinar recursos para os setores da educação e saúde para atendimento especializado, fortalecimento dos AMA com incentivos aos profissionais que auxiliam no desenvolvimento do autista, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Ainda, juntamente com o meios de comunicação, o governo deve promover campanhas que visam a conscientização e a quebra dos preconceitos. E assim como incluímos os deficientes físicos, visuais, auditivos com tantas medidas que visam a acessibilidade e inclusão, é importante que os projetos visem a integração do autista na sociedade e não a criação de uma sociedade a parte.