Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2019
O autismo é um transtorno de desenvolvimento que compromete as habilidades de comunicação e interação social, segundo dados do jornal eletrônico Minha Vida. Contudo, no século XXl, existem obstáculos que interferem de forma direta na educação e formação desse grupo. Ademais, problemas no ambiente escolar e o alto índice de desemprego para esse público impedem o autista de ter uma vida normal. Assim, a inclusão de pessoas com autismo na sociedade brasileira ainda é um desafio.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a educação e o aprendizado das escolas é essencial para a boa formação do ser humano. Todavia, o ambiente escolar é o principal meio de propagação do bullying em crianças com esse transtorno, segundo dados do jornal Autimates, 40% dos jovens autistas sofrem de bullying nas escolas. Indubitavelmente, o jovem com esse transtorno, em razão da sua hipersensibilidade sensorial e da forma como enxerga ou sente o mundo, é considerado anormal para a sociedade em seu redor, vitimizando esse grupo, impedindo-os de levarem uma vida normal. Além disso, as escolas não estão aptas a formar com excelência o aluno autista, a falta de profissionais capacitados ainda é um desafio que impede a inclusão desse grupo na sociedade.
Outrossim, a falta de oportunidades no campo profissional para o autista, ainda se encontram demasiadamente reduzidas. De certo, a rejeição das pessoas que apresentam esse quadro é uma violação dos direitos humanos, segundo dados da revista eletrônica Criança e Saúde, Ban Ki-moon, secretário geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), é um desperdício de potencial humano recusar profissionais com esse transtorno. Por outro lado, de acordo com dados do programa Encontro com Fátima Bernardes, o jovem autista Enã, se formou em medicina e se destaca na profissão, na pré-escola uma professora chegou a dizer que o menino não aprenderia a ler ou escrever. Dessa forma, percebe-se em pleno século XXl, a capacidade desse grupo em exercer qualquer profissão.
Portanto, ainda são muitos os desafios para inclusão de pessoas com transtorno de desenvolvimento no Brasil. Em suma, o governo em parceria com as escolas deveriam investir em profissionais capacitados para lidar com o autista, que desenvolvam palestras acerca do assunto e incluam nas aulas a importância da inserção de todo ser humano na sociedade, para que se forme uma população mais harmônica, capacitando o autista para o mercado de trabalho. Dessarte, as empresas, devem abrir oportunidades para pessoas com esse tipo de transtorno, qualificando e preparando-o para executar tal profissão sem que haja diferença entre os funcionários, para que o autista aprimore seu talento e conquiste sua independência financeira. Logo, haverá uma sociedade mais íntegra e justa, permitindo que o autista tenha uma vida normal.