Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

Na série  norte-americana “Atypical” conta a história de um rapaz de 18 anos, diagnosticado dentro do espectro autismo, que trabalha e estuda, enfrentando diariamente o preconceito e os tabus sobre sua condição. Mas, longe da ficção a realidade é outra,  os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil tem como pilares o preconceito e a desinformação, além da falta de qualificação adequada aos profissionais da educação.

Em primeira análise, é correto afirmar que a falta de informação constitui um dos principais entraves para a inclusão desses indivíduos na sociedade. Atualmente, cerca de 2 milhões de brasileiros são autistas, o que evidência a importância de se falar sobre o assunto, uma vez que pouco se sabe sobre essa doença, o que acarreta uma alienação sobre essa temática. Em vista disso, tudo aquilo que é desconhecido causa medo e, consequentemente, tem-se uma maior dificuldade de inserir essas pessoas na sociedade, pois a falta de informação leva ao preconceito e a exclusão social. Portanto, medidas são necessárias para esclarecer a população e possibilitar a inclusão desses cidadãos.

Outrossim, a falta de capacitação especializada do corpo docente nas escolas, é outra das dificuldades enfrentadas para a educação e socialização das crianças com autismo. De acordo com a escritora Helen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Nesse aspecto, mostra a importância de se falar sobre essa temática  nas escolas, além de possibilitar a inclusão de pessoas com espectro autista , incentivando o desenvolvimento pleno da cidadania desses indivíduos, a parti de uma educação de qualidade e inserção sociedade.

Portanto, é notório a necessidade de medidas para sanar essa problemática. O estado, por meio do Ministério da Educação deve proporcionar mecanismos de qualificação dos profissionais da educação, por meio de palestras e treinamentos, afim de garantir um melhor atendimento  e promover uma formação inclusiva e preparatória aos autistas. E de fundamental importância também, que o Ministério da Saúde em parceria com as mídias sociais - Facebook, Twitter, televisão, rádio, jornais- venham promover campanhas de esclarecimento a cerca do autismo, afim de promover a quebra do preconceito sobre esse tema.