Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

Na obra Realista Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, já se apresentava discriminação de pessoas com deficiência, cujo personagem principal se apaixona por uma mulher “coxa”, mas não se casa com ela devido a sua condição. Do mesmo modo na atualidade, transtornos ocorrem pela falta de conhecimento de alguns indivíduos e a carência de profissionais adequadamente qualificados, resulta na exclusão social, dessa forma, se estabelece os desafios de gerar a inclusão de cidadãos com autismo no Brasil.

Por certo, em decorrência da morosidade do Estado Brasileiro em aplicar políticas públicas de cunho social sobre o autismo, como sequela a falta de informação leva ao aumento da dificuldade de aceitação por parte de alguns indivíduos. Exemplo de tal fato, que somente em 2012 foi criada a Lei que Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, mas só foi regulamentada pelo decreto presidencial em 2014, com leis recentes e uma publicidade insuficiente, que ainda é comum que jornais e ONGs denunciem casos de escolas públicas sem a infraestrutura adequada e em particulares que negam o ingresso de um estudante autista ou até cobrem valores adicionais por essa condição.

Ademais, a insuficiência abrange além do meio escolar, afetando setores de tratamento, como a uma escassez de médicos pediatras especializados no autismo, resultado pelo desinteresse da maioria desses profissionais. De súbito, outros especialistas como psicólogos e pedagogos terminam adentrando na área, segundo Dr. José Salomão Schwartzman, especializado em distúrbios de desenvolvimento. Inegavelmente com esses fatores a um estreitamento dos indivíduos com autismo no meio social, limitando suas relações ao ambiente familiar, principalmente com menor condição financeira.

Portanto, é evidente os problemas para a inclusão social de pessoas com autismo no Brasil. Mediante o exposto, o Estado por meio do Ministério da Saúde e do MEC e com parcerias ao setor privado deve promover uma publicidade mais ampla e abrangente nas três esferas, Federal, Estadual e Municipal, por meio de campanhas, palestras e orientações com o fim de proceder e atuar com pessoas autistas. No âmbito profissionalizante, cursos qualificantes visando proporcionar interesse de profissionais da educação e saúde na área neuropsiquiátrico, assim gradualmente, possibilitará com o andamento do tratamento o aumento de pessoas autistas em convívio social além do meio familiar.