Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/06/2019
A série “Atypical"da Netflix,mostra em perspectiva a história de Sam,um jovem que possui TEA(Transtorno do Espectro Autista) na sua jornada em busca da independência e superação.Fora das telas,a realidade da inclusão do autismo,no Brasil,é problemática e encontra entraves.Isso ocorre,ora no preconceito existente no sistema escolar,ora pela falta de solidez em políticas que assegurem a inserção dos autistas no mercado de trabalho.Assim,hão de ser analisados tais fatores,a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
A priori,é imperioso destacar o desafio dos pais de encontrar uma escola que tenha abertura e a disponibilidade necessária de lidar individualmente com um aluno autista.Isso porque,mediante a ausência de uma orientação adequada,os indivíduos são expostos,aos diversos preconceitos no ambiente escolar,visto que o autista possui dificuldades na interação e comunicação com outras pessoas,tornando-os cada vez mais segregados.Esse panorama se evidência,pela falta de informações na sociedade sobre o TEA,corroborando assim, que o tecido social seja insensível com essa parcela da população.Logo,é substancial a alteração desse quadro.
Outrossim,é imperativo pontuar a Constituição como impulsionador do problema para a inclusão do autista no mercado de trabalho.Diante disso,segundo Zygmunt Bauman,a falta de solidez nas relações políticas,sociais e econômicas é a característica da “modernidade líquida”.Seguindo essa linha de pensamento,apesar da existência de legislação e políticas públicas que garantem que o autista seja inserido no mercado de trabalho ,a realidade é totalmente o oposto,uma vez que poucas empresas tem aberto oportunidades,e o principal argumento é o despreparo do autista.Ora,se um governo se omite diante do problema,entende-se,assim,o porquê de sua continuação .Desse modo,faz-se mister a inversão desse quadro tendo em vista que,segundo a Organização Mundial da Saúde,existem cerca de 70 milhões de pessoas no mundo com TEA.
Depreende-se,portanto,a necessidade de mudanças para que os autistas possam ser livres das amarras sociais existentes.Para tanto,o Ministério da Educação em parceria com as instituições de ensino devem assegurar o direito a educação do autista,por meio de capital para a contratação de acompanhantes escolares especializados,de acordo com as necessidades do aluno,além de inserir informações nas escolas para que outras crianças estejam aptas a lidar com o autismo.Por fim,o Ministério Público,devem criar um projeto de cadastro para que pessoas com TEA se inscrevam e coloquem suas principais potencialidades e habilidades,para identificar quais atividades estes possam ser inseridos.Assim,caminhar-se-ia para uma sociedade mais integrada.