Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2019

No Brasil, o Transtorno do Espectro Autista atinge cerca de 2 milhões de pessoas, e mesmo após a instituição da Lei n° 12.764, de dezembro de 2012, onde mostra as condutas da Política Nacional de Proteção de Direitos da Pessoa com Espectro Autista, ainda é evidente a discriminação e negligência  refletida no preconceito e nas condições precárias dos direitos oferecidos aos autistas no País.

Atualmente, já se tornou uma realidade nas redes públicas de ensino, alunos com necessidades especiais frequentarem a escola em salas de aula com inclusão. Porém, para que realmente haja um ensino concretizado, é necessário que os professores estejam preparados para lidar com esse tipo de situação. Em muitos casos, as próprias instituições de ensino não contam com recursos didáticos que visam atender às necessidades desses alunos, o que pode gerar um distanciamento deles, que não conseguem dar continuidade aos estudos.

Também é inquestionável que nos últimos tempos os governantes não tem dado importância a casos como esse, fazendo com que os investimentos para a educação inclusiva e a capacitação profissional desse grupo social sejam ínfimos.

Diante disso, as dificuldades encontradas em diversos aspectos da vida dos autistas são abrangentes, como por exemplo a difícil inclusão no mercado de trabalho, já que o Estado não cumpre com a função de garantir que esses cidadãos tenham o direito a educação de qualidade, causando uma extrema situação de desrespeito e omissão.

Segundo o filósofo iluminista francês, Voltaire, “A educação é uma descoberta progressiva da nossa própria ignorância.”, O que ressalta, a princípio, que para a formação de um ensino de qualidade é necessário que a Escola reconheça suas imprecisões e promova a valorização da inclusão, também envolvendo a família, por intermédio de debates, palestras e trabalhos.

Além disso, cabe ao Estado incentivar a contratação de autistas por meio de parcerias Público-Privadas, com objetivo de ampliação desse grupo no mercado de trabalho. Não deixando de lado a destinação de maiores investimentos na estruturação das escolas e capacitação dos profissionais dessa área.

Dessa forma, o Brasil poderá ofertar condições de educação e convivência mais justas a esses cidadãos.