Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/06/2019
Com a instituição do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, pela ONU, aqueceu o debate a respeito da incorporação dos deficientes no Brasil. Com o passar dos anos, houve medidas, como a criação de leis, que ampliaram os direitos desse público no país. No entanto, diante disso notam-se desafios para a inclusão dos autistas em terras tupiniquins. Isso se deve a duas causas principais e é um problema que deve ser combatido a todo custo.
Em primeiro plano, percebe-se que o preconceito contra os autistas ainda é um problema intrínseco à realidade brasileira. Por influência dos padrões Greco-romanos de culto ao corpo perfeito, tendemos a rejeitar o que não corresponde as nossas expectativas. Sob essa óptica, isso ecoa de forma negativa para a vida do deficiente por meio da discriminação. Isso é problemático na medida em que o desenvolvimento da vítima é afetado, o que pode resultar em maiores dificuldades no futuro.
Concomitantemente a essa dimensão social, quando o filósofo Lev Vygotsky afirma que a escola não deve se distanciar dos aspectos da vida social de seus participantes, corrobora-se a necessidade de eixos como a consciência do autista na sociedade serem desenvolvidos no ensino básico. Contrariamente, a educação brasileira introduz de forma limitada ações pedagógicas que reflitam sobre a integração do deficiente no país. Assim indivíduos pouco críticos quanto a importância de suas ações sustentam o círculo caótico do esquecimento do doente no Brasil.
Portanto, é preciso agir. Cabe ao Estado ampliar os investimentos na estrutura voltada para a inclusão dos portadoras de autismo. Isso deve ser feito por meio de treinamentos oferecidos nos cursos de pedagogia, da construção de mais escolas especializadas e da divulgação nas mídias sociais sobre a doença e das dificuldades pelas quais o autista passa durante a sua vida.Como efeito espera-se que o problema seja resolvido no país.