Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/06/2019

A série The Good Doctor exibe,de forma bem alusiva,que o autismo não é fator de impedimento na rotina de um jovem médico protagonista que salvou a vida um de desconhecido com recursos escassos em pleno aeroporto.Não obstante,fora da trama,os portadores de autismo,majoritariamente,não contemplam a mesma oportunidade pelo pouco que se sabe sobre a questão,o que torna a inclusão um desafio.Dessa maneira,fatores como a falta de acessibilidade a políticas públicas básicas e o preconceito precisam ser analisados,para que o problema não se intensifique.

Em primeira análise,verifica-se que a morosidade operacional de autoridades das áreas educacionais,saúde e assistência social sustentam o problema,visto que é recorrente que,a cada 2 de abril,é bem perceptível as limitações enfrentadas pelas famílias ao inserir o filho numa escola regular,a falta de políticas de saúde pública para o tratamento e diagnóstico precoce,bem como a dificuldade de assistência social,que promove a compreensão da família à respeito da síndrome.Consoante o pensador Paulo Freire,a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades,porém pouco se sabe que o diagnóstico mais desafiador é a visão míope de parte da população canarinha de que é possível fazer jus,na prática,ao pensamento do pedagogo.

Somado aos aspectos supracitados,é comum famílias que vivenciam certos transtornos,elencarem episódios de deboche,os quais remetem à exclusão social.Segundo o filósofo iluminista Voltaire,preconceito é opinião sem conhecimento,logo verifica-se o domínio da visão estereotipada sobre quem vivencia o problema,o que pode conduzir os familiares,por direito,a regular certas desigualdades com base na lei número 12.764,no parágrafo terceiro pertencente ao artigo segundo,a atenção integral às necessidades da pessoa com o espectro autista,o que facilita no combate aos desafios.

Portanto,medidas são necessárias para amenizar o quadro atual.Cabe aos Ministérios da Educação,Saúde e da Justiça promoverem mecanismos de estímulos aos professores,profissionais da saúde e assistentes sociais no sentido de implementarem políticas de saúde pública,debates e campanhas de alerta,para que seja possível a participação dos autistas na vida em sociedade e no exercício da cidadania.Ademais,é imperioso que os órgãos organizadores do dia 2 de abril continuem no trabalho de conscientização do máximo contingente demográfico,a fim de auxiliar no combate ao preconceito.Só então,seremos uma sociedade fundada na harmonia social,capaz de fomentar o bem comum em meio as diferenças.