Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2019

Os portadores do TEA, Transtorno do Espectro Autista, representam uma parcela significativa da população brasileira. A Constituição Brasileira promulgada em 1.988 assegura que todos são iguais perante a lei. Entretanto, os indivíduos que possuem o autismo são vítimas constantes do escanteio social devido a sua condição, o que se deve a fatores como  preconceito social e obstáculos estatais.

Em primeira análise tem-se a dificuldade de interação e comunicação  dos autistas, os incluindo numa das categorias extremamente  subjugadas no país. A série “Atypical” lançada em 2017 pela plataforma  “Netflix”, ainda que possua traços cômicos, aborda a temática autista quando fala sobre a vida de Sam, o qual é portador do TEA e busca sua independência em meio a diversos obstáculos sociais. Com isso, exemplifica-se a luta cotidiana dos afetados pela doença contra a discriminação sofrida no meio social. Segundo Augusto Cury, " A discriminação demora horas a ser construída, mas séculos para ser destruída" ,logo, pode-se ratificar que é necessária que haja a quebra da ignorância atuante sobre essa comunidade, para que a mesma tenha a visibilidade necessária.

Vale ressaltar também que os investimentos estatais e municipais são escassos em relação a este grupo, o que acaba que por atrapalhar ainda mais a inclusão dos autistas na sociedade. Pode-se citar, por exemplo, a falta de cuidadores que saibam lidar com esses indivíduos no âmbito educacional, o que compromete o ingresso de muitas crianças possuintes do transtorno na escola, consequentemente, tem-se a incerteza relacionada à formação acadêmica desse grupo social. Nesse aspecto, torna-se ainda mais difícil a inserção desse grupo no mercado de trabalho, o qual é  excludente  e competitivo.

Torna-se evidente, portanto, os entraves presentes na inclusão dos portadores do autismo na sociedade. A fim de efetivar sua oportunidade de entrada em escolas e instituições de ensino superior, as secretarias de  educação dos estados e municípios devem oferecer treinamento de professores  por meio da orientação de profissionais que sejam formados nas áreas da psicologia e psiquiatria. Além disso,cabe à mídia a elaboração de propagandas que informem sobre o Transtorno do Espectro Autista, a fim de que haja um engajamento populacional no que tange à luta contra a discriminação do grupo portador da doença.